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quarta-feira, 27 de junho de 2018

Buscas “não tiveram como objeto” direto a Câmara de Lisboa, realça Medina

Jornal Económico
Lusa
27 de junho 2018  16:52

"A investigação, como é público, está centrada sobre um objeto externo à Câmara Municipal de Lisboa e, no âmbito dessa operação mais global, houve a vontade de haver a recolha de elementos e informações que a Câmara de Lisboa tinha", salientou Fernando Medina.

O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, confirmou hoje que foram efetuadas buscas nos serviços municipais no âmbito de um inquérito do Ministério Público, mas segundo o autarca “não tiveram como objeto diretamente” a Câmara.

Questionado pelos jornalistas à chegada à reunião pública do executivo, que decorre esta tarde nos Paços do Concelho, Medina disse que “foram realizadas [buscas], como é público”.

Segundo o socialista, as buscas “não tiveram como objeto diretamente a Câmara Municipal de Lisboa, mas um processo mais vasto”.

“A investigação, como é público, está centrada sobre um objeto externo à Câmara Municipal de Lisboa e, no âmbito dessa operação mais global, houve a vontade de haver a recolha de elementos e informações que a Câmara de Lisboa tinha. 
Foi isso que nós fizemos, cumprindo a nossa obrigação”, considerou.

Medina apontou que assim irá continuar a fazer, “para o apuramento da verdade, da justiça e a correta utilização de todos os meios públicos”.

Questionado se tinha receio que o município possa vir a estar na mira das autoridades, o presidente da Câmara da capital foi taxativo: “Não tenho receio rigorosamente de nada”.

“No nosso país, cada instituição cumpre a sua função, funciona. 
E a nossa obrigação é colaborar com a justiça em tudo aquilo que pudermos ajudar para o apuramento da verdade e da justiça”, salientou.

Entretanto, a revista “Sábado” publicou que os gabinetes de Medina, do vereador Manuel Salgado (Urbanismo) e do vice-presidente Duarte Cordeiro também foram alvos das buscas por parte da Polícia Judiciária.

Segundo o ‘site’, existem suspeitas de crimes de “corrupção passiva, tráfico de influência, participação económica em negócio e financiamento proibido”, e foram recolhidos elementos relativos a um “contrato-programa com o Belenenses para a construção de um Rugby Park e cópias de despachos de nomeações e contratação de assessores externos”.

Num comunicado enviado às redações pouco depois das declarações do presidente aos jornalistas, a Câmara de Lisboa, através da sua secretaria-geral, refere que “decorreram esta manhã buscas nas instalações da Câmara Municipal de Lisboa, no âmbito de inquérito promovido pelo Ministério Público”.


“No âmbito destas diligências, que não se afiguram centradas na atividade da autarquia, a Câmara Municipal de Lisboa manifestou total disponibilidade e colaboração com as autoridades competentes, tendo facultado o acesso a toda a informação e documentação solicitada”, lê-se na nota.

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