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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Rússia perdeu satélite. Programou foguetão para sair do local errado

Espaço
DN/Reuters
28 DE DEZEMBRO DE 2017 16:19
O lançamento do satélite Meteor-M a partir do Cosmódromo de Vostochny

Vice-primeiro-ministro russo admitiu falha humana. Satélite custou quase 40 milhões de euros

O vice-primeiro ministro russo, Dmitry Rogozin, anunciou ontem que o fracasso do lançamento de um satélite no valor de 2,6 mil milhões de rublos russos (cerca de 37,67 milhões de euros) no mês passado deveu-se a um embaraçoso erro de programação.

A agência espacial russa Roscosmos revelou, em outubro, ter perdido contacto com o recém-lançado satélite meteorológico Meteor-M, depois deste ter sido lançado a partir do Cosmódromo de Vostochny, localizado no extremo oriente do país.

No mesmo foguetão, foram lançados outros dezoito satélites menores, propriedades de empresas de ciência e investigação da Rússia, Noruega, Suécia, Estados Unidos da América, Japão, Canadá e Alemanha.

Rogozin, em declarações ao canal estatal Rossiya 24, reconheceu que houve um erro humano, uma vez que o foguetão que transportava os satélites tinha sido programado com as coordenadas erradas: o lançamento estava predefinido para o Cosmódromo de Baikonur - que o Cazaquistão arrenda a Moscovo -, mas foi feito de Vostochny. 
"O foguete estava programado como se tivesse sido lançado a partir [do Cosmódromo] de Baikonur, referiu Rogozin. 
"Puseram as coordenadas erradas".

O centro espacial de Vostochny, situado na floresta densa de taiga na região de Amur, é a primeira plataforma civil de lançamentos espaciais na Rússia.

Em abril do ano passado, após atrasos vários que levaram a exceder os custos orçamentados, a Rússia lançou o primeiro foguetão a partir do Cosmódromo de Vostochny. No dia previsto para o lançamento estava presente o presidente russo, Vladimir Putin, que acabou por assistir a mais um adiamento forçado - para o dia seguinte - devido a uma falha técnica.

Rússia perde contacto com primeiro satélite angolano

Espaço
DN/LUSA
27 DE DEZEMBRO DE 2017 11:09

Lançamento do Angosat foi comemorado em Luanda com fogo-de-artifício

A Rússia perdeu esta quarta-feira o contacto com o primeiro satélite angolano de telecomunicações Angosat, lançado na terça-feira do cosmódromo de Baikonur no Cazaquistão, segundo uma fonte espacial russa.

Receia-se um novo revés um mês após a perda de um outro aparelho.

"O contacto cessou temporariamente, perdemos a telemetria", indicou a mesma fonte à agência France Presse, dizendo esperar restabelecer o contacto com o satélite.

O Angosat representa um investimento do Estado angolano de 320 milhões de dólares (269,6 milhões de euros) e o seu lançamento foi comemorado em Luanda com fogo-de-artifício.

Angola tornou-se assim no sétimo país africano, ao lado da Argélia, África do Sul, Egito, Marrocos, Nigéria e Tunísia, com um satélite de comunicações em órbita.

O aparelho, construído por um consórcio estatal russo, foi lançado com recurso ao foguete ucraniano Zenit-3SLB, envolvendo ainda a Roscosmo, empresa espacial estatal da Rússia, e estava em período de teste até março, aproximadamente.

Na semana passada, o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, disse que comercialmente 40% da capacidade do satélite já estava reservada e que o Estado angolano estima a recuperação do investimento em pelo menos dois anos.

Angola garante que foi retomado contacto com o satélite Angosat em órbita

Espaço
DN/Lusa
28 DE DEZEMBRO DE 2017 18:47


Governo angolano fala em "problema de comunicação durante a abertura dos painéis" solares

As autoridades angolanas garantiram esta quinta-feira que já foi retomado o contacto com o primeiro satélite angolano, Angosat, lançado terça-feira em órbita, no Cazaquistão, e que seguem os trabalhos de conformação e verificação de qualidade dos serviços.

Em causa estão notícias avançadas, quarta-feira, um dia após o lançamento, por vários órgãos de comunicação social, que davam conta que a Rússia havia perdido contacto com o satélite angolano, um investimento do Estado angolano de 320 milhões de dólares (269,6 milhões de euros).

"As nossas equipas angolanas e russas que estão envolvidas no processo estão a trabalhar arduamente e é com alguma satisfação que anunciamos que o satélite voltou a estar em comunicação com a estação de Baikonur", disse o secretário de Estado para as Tecnologias de Informação, Manuel Homem.

O governante angolano admitiu que houve sim "um problema de comunicação, que ocorreu durante o processo de abertura dos painéis em órbita", mas "o que de facto interessava informar é que o Angosat está em órbita".

"É importante que possamos perceber que o Angosat é um satélite, que, enquanto infraestrutura, vai para um ambiente novo e é normal que pudesse ocorrer alguma situação anormal de adaptação ao ambiente", referiu.

De acordo com Manuel Homem, os técnicos continuam a trabalhar para identificar que razões levaram a essa interrupção das comunicações, apesar de que esta "é uma situação que se prevê não voltar a acontecer", embora salvaguardando que "é sempre imprevisível".

Manuel Homem considerou o processo crítico, numa altura em que os técnicos estão bastante empenhados, de maneira que se possa garantir que os serviços se restabeleçam, com a qualidade para o qual foi desenhado o Angosat.

Acrescentou que Angola tem um Centro de Controlo e Emissão de satélites e neste momento, a partir de Luanda, há contacto com o Angosat.

O secretário de Estado para as Tecnologias de Informação disse que a mesma informação oficial sobre o restabelecimento da comunicação oficial com o Angosat deverá ser igualmente divulgada pela agência espacial russa, Roscosmos, através do seu site de internet.

"É uma informação partilhada com as equipas técnicas e Angola está neste caso a anunciar aquilo que é a nossa parte enquanto responsabilidade do projeto", disse.

O aparelho, construído por um consórcio estatal russo, foi lançado com recurso ao foguete ucraniano Zenit-3SLB, envolvendo ainda a Roscosmo, empresa espacial estatal da Rússia, e estava em período de teste até março, aproximadamente.


Na semana passada, o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, disse que comercialmente 40 por cento da capacidade do satélite já estava reservado e que o Estado angolano estima a recuperação do investimento em pelo menos dois anos.