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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Volume dos contratos de empreitadas caiu 10% em 2013 e corresponde a menos de metade de 2011


Apesar de um aumento ligeiro no número de concursos, contratos efectivados voltaram a cair ENRIC VIVES-RUBIO

ROSA SOARES  15/01/2014 – 19:28

Contratos celebrados correspondem apenas a 53% do total de concursos lançados, facto que a associação do sector não consegue explicar

O volume de contratos de obras públicas registou um novo decréscimo, de 10%, em 2013, situando-se nos 1330 milhões de euros. Os dados da AICCOPN, Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas, divulgados esta quarta-feira, revelaram que, apesar de 2013 ter sido ano de eleições autárquicas, o valor contratado foi menos de menos de metade do registado em 2011.

No dia em que o Parlamento Europeu aprovou a Revisão das Directivas Comunitárias sobre Contratação Pública, tornando o sistema mais flexível, o balanço da AICCOPN revela que, em 2013, o total de contratos celebrados corresponde a apenas 53% do total de concursos lançados nesse ano, ou seja, apenas foram celebrados contratos relativos a metade do volume de obras postas a concurso.

Desta forma, em apenas 12 meses, o diferencial entre obras promovidas e celebradas eleva-se a mais de 780 milhões de euros, destacando a associação que “se trata de um problema sério, seja ao nível do erário público, que suporta custos desnecessários com a elaboração de projectos e demais peças concursais, seja ao nível das empresas, que são forçadas a gastar recursos financeiros para concorrer a obras que nunca sairão do papel”.

Contactado pelo PÚBLICO, Reis Campos, o presidente da AICCOPN, destaca que a associação não tem explicação para muitos dos concursos que são lançados e não são entregues. Garante que, por força da conjuntura, os preços oferecidos são baixos e que os preços não são justificação para os cancelamentos.

Reis Campos destaca ainda que a situação é tanto mais insólita quando há 2900 milhões de euros de verbas comunitárias, no âmbito do QREN, que ainda não foram utilizadas.

No que se refere à redução dos contratos, foi similar tanto ao nível dos ajustes directos como dos concursos públicos celebrados, tendo ambos os casos apresentado uma redução de 16% no ano passado, totalizando 430 milhões de euros e 777 milhões de euros, respectivamente. Os restantes 121 milhões de euros dizem respeito a 28 concursos limitados com prévia qualificação, modalidade que cresceu 202% face ao ano anterior, em que se haviam promovido apenas 40 milhões.

Os dados da associação referem ainda o crescimento, ainda que marginal, de apenas 1%, no total de concursos de obras públicas que foram lançados ao longo do ano, situação que volta a agravar o enorme diferencial entre obras levadas a concurso e obras objecto de efectiva concretização. Relativamente à revisão das directivas comunitárias sobre contratação pública, a AICCPN diz partilhar da preocupação evidenciada pelo Parlamento Europeu que aponta a necessidade de maior transparência e a participação de mais PME como adjudicatárias.


A associação espera que a legislação agora revista seja transposta para o processo legislativo que irá conduzir à revisão do Código dos Contratos Públicos, um diploma publicado há seis anos e que a AICCOPN “sempre considerou profundamente desajustado da realidade do sector e das reais necessidades do mercado da contratação pública”.

CEO do ABN Amro veste-se de drag queen para os colaboradores


O presidente executivo do ABN Amro mascarou-se de drag queen para dar lições de gestão aos seus funcionários.

PÚBLICO 17/01/2014 - 13:02

Num evento interno, o banqueiro e antigo ministro das Finanças da Holanda comparou a gestão de um banco à de um bordel.
No inicio deste mês Gerrit Zalm, presidente executivo Banca do ABN Amro, dirigiu-se aos colaboradores do banco holandês nacionalizado da forma mais inesperada possível: vestido de drag queen. Num exuberante vestido azul eléctrico, Zalm apresentou-se em palco como Priscilla. E Priscilla apresentou-se como a irmã de Zajm, dona de um bem-sucedido bordel, a quem este se dirigiu em busca de conselhos de gestão.

Segundo a CNN, a exibição teve lugar num evento anual para colaboradores do ABN Amro onde a administração costuma fazer um balanço do desempenho da instituição. De acordo com Priscila, o “irmão” mandou-a em sua substituição por considerar que os seus funcionários têm muito a aprender com os funcionários dos bordéis.

A revista Fortune, que começa a sua notícia sobre o episódio com uma “nota para os outros CEO: Isto não está OK. Mas, desejavelmente, eles nem sequer têm dúvidas sobre isso”, revela que Priscilla comparou o seu negócio ao dos bancos, pois o seu também tem “um bom front office e um excelente back offfice”.

Entre outras pérolas, a “irmã mais nova” de Gerrit Zalm sublinhou que o seu negócio “não tem qualquer problema em atrair colaboradoras femininas de excelência” e que “os seus clientes preferem gestores de cliente mais novos”.

Entre os conselhos que afirmou ter dado ao “irmão”, Priscilla referiu ainda o facto de incentivar os seus colaboradores a “acarinharem relações de longo prazo com os seus clientes” e “procurarem sempre exceder as suas expectativas”.

O artigo da Fortune, assinado pelo editor Stephen Gandel, aponta que “o mau gosto” no ABN Amro vai além do seu presidente (e ex-ministro das Finanças e antigo vice-primeiro-ministro holandês), pois, na passada quinta-feira, o banco divulgou o vídeo com a performance de Priscilla no seu próprio canal de YouTube.


A Fortune cita ainda um porta-voz do banco holandês que explicou que este episódio teve lugar num evento informal para colaboradores e que não é a primeira vez que Zalm se mascara, ainda que tenha sido a sua estreia como drag queen. A exibição “vai ao encontro do sentido de humor holandês”, escreveu o porta-voz, num email, acrescentando que o vídeo é “um grande, grande sucesso na Holanda”, onde a prostituição é legal.