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sábado, 15 de fevereiro de 2014

Os maus ventos agora vêm da Alemanha

 
SERGIO ANIBAL 11/02/2014 - 07:26


A Espanha reforçou, graças à venda de combustíveis, o seu estatuto de principal destino das exportações portuguesas e a Alemanha quase perdeu o segundo lugar, mostrando a dificuldade acrescida para Portugal que significa a manutenção de uma política de moderação da despesa na maior economia europeia.

Os dados apresentados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta segunda-feira surpreenderiam que, no início do ano, tentasse adivinhar o impacto da crise da economia espanhola nas empresas exportadoras portuguesas. Nessa altura, a maior parte das expectativas apontava para que uma recessão em Espanha provocasse uma queda das vendas para aquele que é há vários anos o principal comprador de produtos portugueses.

Afinal, o que aconteceu foi exactamente o contrário.
As exportações para Espanha cresceram 9,9% e o peso do mercado espanhol para as empresas nacionais aumentou para 23,6%. É verdade que, no final do ano, a economia espanhola conseguiu melhores resultados do que se previa, mas a grande explicação para este desempenho das empresas portuguesas no mercado do país vizinho está nos combustíveis. É para a Espanha que se dirige uma grande parte das vendas realizadas pela Galp.

Quem não beneficiou desse factor foi o segundo destino das exportações portuguesas, a Alemanha.
Apesar de a maior potência económica europeia ter conseguido resistir à pressão, manteve uma atitude muito prudente no que diz respeito à evolução dos salários e, por consequência, do consumo. Esta é uma das explicações para que as vendas de produtos portugueses para a Alemanha tenham caído 1,7%, fazendo com que este país quase perdesse o segundo posto para a Alemanha no ranking dos principais destinos para as exportações portuguesas.

Os mercados extracomunitários voltaram a ser aqueles onde as taxas de crescimento das exportações foram maiores, confirmando a ideia de que as empresas portuguesas estão a conseguir encontrar alternativas a uma Europa em que as taxas de crescimento potenciais são muito baixas. No entanto, mercados que nos anos anteriores geraram grandes ganhos, como a China e, principalmente, Angola, estiveram em 2013 bastante menos exuberantes.

Na China, registou-se mesmo uma queda das exportações de 15,3%, um resultado tão negativo que pode encontrar explicações em mudanças dos portos de destino (as exportações para Hong Kong aumentaram 6%, por exemplo). Para a Ásia, no total, registou-se uma diminuição de 5,3%.

Em Angola, o crescimento das exportações foi de “apenas” 4,1%, um valor que fica muito longe dos registados nos anos anteriores e que ajudaram a colocar este país no top cinco dos principais destinos.


A compensar estes resultados mais fracos da Ásia e Angola estiveram países como os Estados Unidos e Marrocos.

Exportações resistem a crise europeia, com mais de metade da subida a vir dos combustíveis

 
SÉRGIO ANlBAL 11/02/2014 - 07:29
 As exportações aceleraram no final de 2013 e garantiram crescimento de 4,6% em ano de recessão na Europa. Mas os dados do INE mostram que também há motivos para preocupações.
As exportações aceleraram no final de 2013 e garantiram crescimento de 4,6% em ano de recessão na Europa. Mas os dados do INE mostram que também há motivos para preocupações.
 
Muitos mais combustíveis vendidos por causa da nova refinaria, menos carros por causa da recessão e bom desempenho dos sectores tradicionais: assim foi o ano das exportações de mercadorias em Portugal. Um ano que ameaçava ser negativo por causa do crescimento económico negativo na Europa, mas que acabou por acentuar a tendência de reequilíbrio da balança externa que se verifica desde que a crise da dívida atingiu o país.

De acordo com resultados divulgados esta segunda- feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para a totalidade de 2013, as exportações de mercadorias (os dados dos serviços não são ainda conhecidos) cresceram 4,6% face a 2012. O resultado é menos forte do que os dos três anos anteriores, mas ocorreu numa altura em que algumas das economias europeias para onde Portugal costuma vender mais estiveram em recessão. Na fase final do ano deu-se uma aceleração (em Dezembro o crescimento foi de 8% em termos homólogos), que acompanha a melhoria também registada no ritmo de actividade económica na União Europeia.

As importações cresceram 0,8%, o que significa que o saldo comercial voltou a melhorar e que a taxa de cobertura (o valor das exportações em percentagem do valor das importações) continuou a subir. Em 2013, este indicador foi de 83,6%. Em 2012 tinha sido de 80,6% e em 2010, antes da crise ter afundado as importações, era de 63,5%, menos 20 pontos percentuais do que agora. De acordo com as estimativas já realizadas pelo Banco de Portugal para a totalidade das exportações (incluindo serviços), o desempenho do ano passado representa um novo ganho de quota de mercado internacional para o país.

Foram este tipo de resultados levaram Paulo Portas, há uns meses atrás, a falar de 2013 como “o melhor ano de sempre” para as exportações portuguesas. E que têm feito os responsáveis do Governo e da troika usarem com frequência estes indicadores como a prova de que a economia portuguesa está a conseguir uma mudança estrutural que a conduz para um crescimento dito mais saudável, baseado não no consumo, mas sim nas exportações.

No entanto, olhando com detalhe para os números divulgados pelo INE, alguns indicadores lançam sinais de alerta que é impossível ignorar. O mais importante é o facto de um único produto, exportado quase na totalidade por uma única empresa, ter sido responsável por mais de metade da taxa de crescimento das exportações registada em 2013. A venda de combustível refinado para o estrangeiro aumentou 31,7% face a 2012, fazendo deste produto o segundo mais vendido a seguir à maquinaria e ultrapassando o sector automóvel, cujas vendas para o exterior, caíram 5%.

Se retirarmos da análise, as vendas de combustíveis realizadas tanto em 2012 como em 2013, as exportações de mercadorias portuguesas teriam crescido, não 4,6% mas 2,1%, o que significa que os combustíveis contribuíram com cerca de 55% do crescimento global das exportações. E se, na análise do saldo comercial, se retirar da análise tanto as exportações como as importações de combustíveis, a correcção do défice na troca de mercadorias reduz-se a apenas 50 milhões de euros, em vez dos mais de 1600 milhões de euros que se registaram contando com os combustíveis.

O que aconteceu foi que, no início do ano, a Galp criou uma nova unidade de produção, capaz de aproveitar com mais eficácia a matéria-prima importada e que permitiu que a empresa ficasse com mais produto para exportar. Além disso, como o consumo de combustíveis em Portugal diminuiu muito este ano, o “excedente” de produção encaminhado para a exportação aumentou ainda mais.

Este ganho de capacidade produtiva da Galp é para ficar, não se irá perder no próximo ano. No entanto, não é de esperar que se mantenham em 2014 taxas de crescimento idênticas nas exportações de combustíveis, podendo estas ainda ser mais afectadas se se verificar um aumento do consumo interno.

Outro sinal de alerta vem das importacões. Depois de terem caído 5,2% em 2012, voltaram a subir este ano. Foi só 0,8%, um ritmo inferior ao das exportações, mas a darem mostras de reagir muito rapidamente a qualquer recuperação do consumo ou do investimento que se verifique em Portugal.

E o ano de 2013 ainda foi de contracção da procura interna. A dúvida que persiste é o que acontecerá às importações em 2014 se se confirmar a evolução mais positiva do consumo privado e do investimento que é prevista pelo Governo e pela troika. Se as importações também crescerem a tendência de redução do saldo comercial poderá estar sob ameaça.

Esse será o grande teste que a competitividade da economia portuguesa terá de passar no futuro: conseguir crescer sem voltar a registar défices externos como os do passado. Para já, o que está a acontecer, está em linha com o que ocorreu noutros países periféricos. Chipre, Espanha, Portugal e Grécia são os líderes na zona euro quando se olha para o crescimento das exportações e são também os países em que as importações mais caiem. É o cenário normal num país em que a procura interna se afundou devido à austeridade e as empresas tiveram de encontrar no exterior novos mercados para sobreviver.

Alguns sectores, como o calçado que viu as suas vendas crescer 7,8%, disparando nos mercados extracomunitários, dão sinais positivos daquilo que pode vir a ser o futuro. Mas noutros sectores importantes, como o automóvel ou das máquinas, as razões para optimismo são bem menores.


Exportações em 2013: qual o sinal?

 JOÃO CANTIGA ESTEVES 10/02/2014 - 21:06






O ano de 2013 em Portugal encerrou com um saldo significativamente positivo no que se refere aos números do comércio internacional. Apesar de algum pessimismo que anunciava que a capacidade de exportar do país se estava a esgotar, é interessante constatar que a economia real apresenta dinâmicas e tendências que frequentemente surpreendem decisores políticos e analistas mais propensos ao imediatismo.
Efectivamente, o empenho das empresas e dos seus empreendedores, associado à detecção de oportunidades com a consequente tomada de decisão através da análise e avaliação rigorosa de riscos, pode produzir resultados positivos para a designada economia real portuguesa, apesar do enorme ruído que vai povoando a esfera política, pública e estatal!

No 4o trimestre de 2013, as exportações portuguesas cresceram 6,4%, face ao período homólogo de 2012, enquanto as importações cresceram 3,3% em igual período. Estes valores permitiram que o ano de 2013 tenha encerrado com um acréscimo de 4,6% (+5,7% em 2012) nas exportações e de 0,8% (-5,2% em 2012) nas importações, permitindo que a taxa de cobertura tenha atingido 83,6% em 2013, face a 80,6% em 2012, comparável ainda com níveis de cerca de 60% a 65% durante a Ia década do século XXI.

Estes valores conseguidos são determinantes para o nosso equilíbrio externo, nomeadamente através da redução de 1630 milhões de euros no défice da balança comercial.

Quanto aos países de destino das nossas exportações, é de salientar o acréscimo de 3,4% (face a 0,9% em 2012) no comércio Intra-UE enquanto no mundo Extra-UE o crescimento foi de 7,7% (19,6% em 2012). Apesar de algum abrandamento nestes crescimentos, é de salientar que 2013 representou o quarto ano consecutivo de aumento das exportações. O último ano de queda acumulada ocorreu em 2009 com uma redução acentuada de 18,4%.

Verifica-se que a mensagem de centrar a dinâmica de crescimento no sector exportador foi, claramente, captada e absorvida pelas empresas, com estratégias que ultrapassam o universo da UE, respondendo também aos desafios da globalização, confirmando que só estas é que têm capacidade de proporcionar um crescimento económico sustentável ao país e uma criação de emprego com características duradouras.
De facto, quanto ao Grupo de Produtos exportados para fora da UE, apesar de, em volume, os combustíveis minerais, máquinas e aparelhos e metais comuns contribuírem de forma determinante para o sector exportador, apresentando crescimentos significativos em 2012, merece realce o facto de as exportações de calçado terem tido um crescimento em 2013 de 46,2%, face a 2012, produtos de Ótica e Precisão 35,9%, plásticos e borracha 14,9%, produtos agrícolas 14,5% e vestuário cerca de 13,5%.

É certo que a base inicial de alguns destes produtos é, ainda, baixa mas estes valores podem ser sinais de que o sector produtivo da economia portuguesa está, de facto, a alterar-se e que esta conquista de novos mercados pode significar que as nossas empresas estão a tornar-se mais competitivas.

Os sectores do calçado (com recorde absoluto de exportações para fora da UE em 2013) e do vestuário são a evidência clara de que essas empresas e os seus empreendedores souberam reagir aos novos desafios, adoptando uma estratégia de mudança que permitiu o “ataque” ao mercado global com ferramentas de inovação e “design”, para aumentar a sua competitividade, ao invés da utilização de instrumentos caducos e artificiais de desvalorizações cambiais, como ocorreu no passado.

A retoma está aí, mas o peso do consumo faz perguntar: será para ficar?

Carlos Moedas e Paulo Portas durante a audição parlamentar de ontem BUNO FERREIRA SANTOS

SÉRGIO ANÍBAL  15/02/2014  -  11:11
Crescimento de 1,6% em termos homólogos e de 0,5% em cadeia. A economia portuguesa está afastar-se do período recessivo mais grave das últimas décadas, mas ainda há sinais de alerta e relação à sustentabilidade da retoma.

A crescer pelo terceiro trimestre consecutivo e a conseguir pela primeira vez desde 2010 uma variação do PIB positiva face ao ano anterior, a economia portuguesa confirmou no final do ano passado que está em pleno processo de retoma.
Mas a dúvida mantém-se: que tipo de retoma é esta? O início de uma nova era de crescimento sustentável ou apenas mais um episódio positivo de curta duração que não altera a tendência geral de estagnação da última década? O papel decisivo que o consumo privado está a ter no crescimento actual faz temer que tudo esteja afinal como dantes, o crescimento das exportações mantém a esperança de que desta vez as coisas possam ser diferentes.

De acordo com os dados publicados nesta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o PIB cresceu 0,5% nos últimos três meses do ano passado face ao trimestre imediatamente anterior. Foi o terceiro trimestre seguido com crescimento em cadeia. Em termos homólogos, a variação de 1,6% foi a primeira positiva desde o final de 2010.

No total de 2013, registou-se ainda uma quebra do PIB de 1,4%, o terceiro ano consecutivo de contracção da economia, algo que não tinha acontecido nas recessões das últimas quatro décadas. O valor é, mesmo assim, mais positivo do que a variação negativa de 1,8% que era estimada pelo Governo e pela troika para 2013.

Se com a aceleração registada no final do ano passado se confirmam os sinais positivos que tinham sido dados no segundo e terceiro trimestre, é preciso ver como é que foi garantido este crescimento para perceber se é possível mantê-lo no futuro. Os dados agora apresentados pelo INE não dão detalhes em relação à evolução das várias componentes do PIB. Tal só acontecerá quando a autoridade estatística apresentar os números definitivos do PIB do quarto trimestre dentro de aproximadamente um mês. Mas, ainda assim, na nota publicada, o INE deixa algumas pistas. Afirma que "esta evolução foi determinada, em larga medida, pela recuperação da procura interna, que apresentou um contributo positivo para a variação homóloga do PIB, 0 que não se verificava desde o 4.º trimestre de 2010". E destaca que tal reflecte "principalmente o comportamento do consumo privado".

Tanto no segundo como no terceiro trimestre do ano já se tinha constatado que a retoma da economia estava a ser fortemente influenciada pela recuperação da procura interna (consumo privado e público mais investimento! dos valores mínimos que tinha atingido no final de 2012.
No terceiro trimestre de 2013, o contributo da procura interna para o crescimento ainda foi negativo (-1,6 pontos percentuais), mas verificava-se uma melhoria acentuada face aos trimestres anteriores. No primeiro trimestre, o contributo tinha sido de -6,1 pontos percentuais. Agora, no quarto trimestre, já atingiu segundo o INE um valor positivo, um resultado a que não será alheio o facto de funcionários públicos e pensionistas terem recebido (por força da decisão do Tribunal Constitucional) em Novembro e Dezembro um dos subsídios a que não tiveram direito em 2012.

Em sentido precisamente contrário tem estado a contribuição da procura externa (exportações menos importações), que começou o ano com um contributo positivo de 2 pontos percentuais e que no terceiro trimestre já só era de 0,6 pontos, devido principalmente ao aumento das importações. Terá agora havido uma recuperação, já que o INE refere que "o contributo positivo da procura externa líquida aumentou devido à aceleração das exportações de bens e serviços".

De qualquer forma é evidente que a grande alteração que se tem vindo a processar nos números do PIB em Portugal nos últimos trimestres é o regresso do contributo da procura interna e em particular do consumo a valores positivos.

Este facto não deixa descansado José Silva Lopes. “Se o principal contributo vem do consumo privado, isso vai piorar a balança de pagamentos mais cedo ou mais tarde. Estou muito preocupado com a balança de pagamentos”, afirma o ex-governador do Banco de Portugal, que vê com dificuldades uma retoma prolongada e forte neste cenário. “Crescer com base em mais consumo, isso era o que estávamos a fazer antes da crise. Não conseguimos manter ritmos de crescimento altos por muito tempo”, alerta.

A ideia fundamental do programa da troika  para Portugal era a de que, com reformas estruturais e com uma redução dos custos de trabalho, a economia portuguesa conseguiria passar de um modelo de crescimento baseado no consumo para outro baseado nas exportações, que seria mais sustentável e saudável. Os números que o INE tem vindo a apresentar neste regresso a taxas de crescimento positivas não permitem concluir que é isso que esteja a acontecer.

Vítor Bento confia na manutenção de taxas de crescimento positivas nos próximos tempos, mas manifesta ainda dúvidas quanto à dimensão das mudanças operadas na economia portuguesa. “A não ser que as coisas se compliquem na frente externa, não parece que [a retoma] venha a ser interrompida no futuro mais imediato. A grande questão que se poderá colocar, porém, é qual terá sido o efeito das reformas no potencial de crescimento e se este será suficiente para aliviar a pressão financeira nos próximos anos”, afirma o economista e conselheiro de Estado.

Sérgio Rebelo vê “sinais claros de recuperação em Portugal”, mas também não tem grandes esperanças no aparecimento de taxas de crescimento muito fortes. ”Os dados que temos neste momento apontam para uma recuperação lenta da Europa, com taxas de crescimento anuais à volta de 1%. Neste contexto, é natural que a recuperação económica em Portugal seja gradual, o que significa que, infelizmente, vai demorar tempo a substituir os empregos que foram perdidos”, prevê o economista radicado nos Estados Unidos.


O mais pessimista é José Reis. O professor da Universidade de Coimbra defende que “é muito provável que estejamos perante um quadro geral de estagnação ou de crescimento pontual medíocre, sucessivamente anulado por evoluções negativas da mesma natureza”. Isto porque “não parece que a redução do peso da dívida, a qualificação e plena vigência de um sistema de emprego inclusivo e a presença de dinâmicas produtivas geradoras de fortes efeitos positivos agregados estejam sob perspectivas animadoras”. Para o economista, no actual cenário, o que espera Portugal dificilmente poderá ser mais que “uma longa estagnação”.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

EUA crescem 3,2% no trimestre da paralização federal


Pedro Latoeiro  -  30/01/14 13:30  - Diário Económico

Consumo privado compensou danos causados pelo 'shutdown' no governo em Outubro.

A economia norte-americana cresceu a um ritmo anualizado de 3,2% no quarto trimestre, anunciou hoje o Departamento do Comércio.

O ritmo de crescimento sucede a uma progressão de 4,1 % no terceiro trimestre e coincidiu com a estimativa média dos economistas sondados pela agência Bloomberg.

A puxar pela criação de riqueza esteve sobretudo o consumo privado, que cresceu ao ritmo mais elevado em três anos no último trimestre de 2013. O aumento da procura interna acabou assim por compensar os danos criados pela paralisação federal de Outubro.

O relatório do Departamento do Comércio é divulgado um dia depois de a Reserva Federal ter anunciado nova redução no seu programa de estímulos monetários, uma decisão que tem por base os sinais de retoma económica e de melhoria nas condições do mercado de trabalho.

Num relatório separado, o Departamento do Trabalho confirmou a expectativa de que os pedidos iniciais de subsídio de desemprego nos EUA aumentaram na semana passada - subiram em 19 mil para um total de 348 mil.


A digestão de ambos os indicadores deve motivar uma abertura em alta de Wall Street, que tem nos resultados do Facebook e da Visa outros tónicos para a sessão de hoje.