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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Isabel dos Santos desmente processo a presidente angolano

JUSTIÇA
Sílvia Freches
21.09.2018  19:12 west
Empresária angolana desmentiu na sua conta do Twitter que tenha movido algum processo contra João Lourenço, presidente de Angola. 
Em causa estaria a concessão do Porto da Barra do Dande.

"A Noticia [do jornal Expresso] não corresponde à verdade:Eng.Isabel dos Santos não moveu qualquer processo contra S. Exa.Presidente de Angola,General João Lourenço,nem contra nenhuma pessoa física,em relação à concessão do Porto da Barra do Dande", escreve a empresária no Twitter . 
O assunto em causa diz respeito à perda de construção do Porto da Barra do Dande.

O desmentido da empresária é reforçado minutos depois num comunicado enviado à agência Lusa, em Luanda, no qual é explicado que a "Atlantic Ventures, na qualidade de entidade adjudicatária da mencionada concessão, solicitou um procedimento arbitral e requereu ao Estado angolano a avaliação jurisdicional do ato administrativo de revogação da concessão, nos termos previstos e permitidos pela legislação angolana".

Esta tarde, o semanário português Expresso noticiou que a empresária angolana contestou em tribunal a anulação do contrato de construção do novo porto na Barra do Dande, no valor de 1.500 milhões de dólares (1.282 milhões de euros).

Segundo o Expresso, que citou um "antigo colaborador do ex-Presidente angolano José Eduardo dos Santos", pai de Isabel dos Santos, a empresária viu-se "lesada nos seus interesses", pelo que "era previsível que não ficasse de braços cruzados".

Isabel dos Santos questiona estratégia de Angola para sair da crise

CRÍTICA
Lusa
13.09.2018  12:50 west
A empresária Isabel dos Santos, filha do ex-Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, questionou esta quinta-feira a estratégia de Angola para sair da crise em que continua mergulhado, após um ano de constantes subidas na cotação do petróleo.

Nas redes sociais, a empresária angolana acrescentou que o país continua mergulhado numa "profunda crise económica", em recessão e com as empresas angolanas com "enormes" perdas financeiras, questionado qual a estratégia do atual Governo para inverter a situação.

"Preço do barril está atingir barra de 80$/barril. 
Faz quase 1 ano de "petróleo está em alta" e continuamos mergulhados numa profunda crise económica, Angola está em recessão. 
Empresas angolanas c/perdas financeiras enormes. 
Qual a estratégia?", escreveu Isabel dos Santos no Twitter, texto acompanhado por um quadro em que se destaca que o crude atingiu os 79,08 dólares/barril.

O comentário surge depois de o pai, José Eduardo dos Santos, ter abandonado, sábado, a vida política ativa, quando, no VI Congresso Extraordinário do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), passou a liderança do partido ao atual chefe de Estado angolano, João Lourenço. 
Por sua vez, João Lourenço, que ao fim de dois meses como Presidente de Angola exonerou Isabel dos Santos do cargo de presidente do conselho de administração da petrolífera estatal Sonangol, completa no final deste mês o seu primeiro ano de governação.

A 04 de setembro, em conferência de imprensa, a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) questionou para onde vai o excedente do petróleo em Angola, cujos números apontam para uma acumulação de um mínimo total de 1.600 milhões de dólares (1.400 milhões de euros) nos últimos seis meses.

Na ocasião, o líder do grupo parlamentar da UNITA, Adalberto da Costa Júnior referiu que o preço médio do barril de petróleo no mercado internacional, segundo dados da OPEP, cifrou-se em 67 dólares (58 euros) enquanto o preço de referência no Orçamento Geral do Estado (OGE) angolano é de 50 dólares (43 euros), o que dá um diferencial positivo de 17 dólares (14 euros) por barril.

O líder do grupo parlamentar do maior partido da oposição angolana sublinhou que os dados fazem estimar que Angola acumulou, "no mínimo, um total de 1.657.149.120 dólares", levantando a questão: "para onde vai o excedente do petróleo". 
"Os angolanos precisam de saber, pois este valor deveria ir para a reserva estratégica do Estado", exortou Adalberto da Costa Júnior, denunciando que a suposta "falta de transparência" é a causa do desaparecimento de mais de 600 mil milhões de dólares (520 mil milhões de euros) das "múltiplas reservas estratégicas e que os angolanos ficam sem saber o destino".

Diplomata atribui culpa a assessores

ENTREVISTA
Jornal de Angola
23.08.2018  12:31 west
O embaixador de Angola na Alemanha, Alberto Correia Neto, apontou a empresária Isabel dos Santos como uma das pessoas que beneficiou de fundos do Estado

Em entrevista ao "Café da Manhã" da rádio LAC, o diplomata criticou a atitude de Isabel dos Santos, que, segundo ele, pretende mover acções judiciais contra o Estado. 
"A Isabel (dos Santos) não quer ouvir ninguém, e cada vez mais comete erros de palmatória. Não entendo como é que uma pessoa que beneficiou tanto dos fundos do Estado tenha a coragem de, agora, intentar acções contra o Governo ou o Estado angolano! 
Não entendo isso!", afirmou Alberto Neto, referindo-se às acções do Presidente João Lourenço contra o nepotismo. 
O embaixador disse ainda que a empresária está a ser mal aconselhada pelos "advogados portugueses".

Questionado sobre o que poderá acontecer caso Isabel dos Santos persista, Alberto Neto afirmou que o Governo não poderá ficar de braços cruzados.
"Talvez vamos 'destapar a panela'. Se se destapar a panela, vamos ver o que aconteceu do ponto de vista histórico para ela ser o que é neste momento. Muita água vai passar por debaixo da ponte, como se diz na gíria"
O também general na reserva admitiu que a reacção do Executivo poderá ser “um tiro no próprio pé do MPLA”, até porque os que mais se beneficiaram na gestão de José Eduardo dos Santos são os militantes do MPLA, do topo à base. 
“Eu também, que estou aqui a falar, me beneficiei! 
Concordo com o colega (Adriano Botelho) Vasconcelos que defende que o MPLA precisa de fazer uma catarse. 
Temos de ser suficientemente fortes e autocríticos”, defendeu Alberto Neto, para quem foi feliz a criação do slogan para a actual governação, “melhorar o que está bem e corrigir o que está mal”.
O diplomata admitiu que a acção do Executivo poderá dividir o MPLA, mas considerou que o partido é suficientemente forte para saber como unir eventuais facções internas.

Isabel dos Santos responde ao Presidente: "Há uns que tapam o sol com a peneira"

ACUSAÇÃO
Sílvia Freches
24.08.2018  16:39 west
Num tom cheio de ironia e com o alvo bem definido, a empresária angolana respondeu, nas redes sociais, ao Presidente de Angola, que a acusou de "desencorajar o investimento" no país. 
A troca de críticas entre Isabel dos Santos e João Lourenço tem sido uma constante nos últimos meses

"Há uns que tapam o sol com a peneira, há outros que constroem abrigo para se por à sombra... e trabalham para comprar ar condicionado. 
Faço parte da segunda categoria". 
Com uma fotografia tirada numa obra e com um capacete na cabeça, a filha do ex-chefe de Estado angolano José Eduardo dos Santos, respondeu desta forma, no Twitter e Instagram, ao presidente de Angola que, no final da visita a Berlim, quinta-feira, lamentou que Isabel dos Santos não incentivasse o investimento no seu "próprio país".

"Eu não queria entrar em mesquinhices deste tipo para uma cidadã nacional que desencoraja o investimento para o seu próprio país. 
É o único comentário que tenho a fazer", disse então João Lourenço.
Isabel dos Santos, sem nunca referir o nome do presidente de Angola, não tardou a responder, e além do comentário dos que tapam o sol com a peneira, fez um novo tweet para dizer que não desistiu de investir em Angola. 
"Na obra trabalhando,a supervisionar a construção desde raiz deste novo empreendimento. Como engenheira estou envolvida no terreno desde início até ao fim da obra,e estou presente em todas as etapas. 
Continuo a Investir em Angola e acreditar nos angolanos.

"Aqui está em construção mais um empreendimento que vai gerar mais empregos para jovens e oportunidades para os pequenos e médios produtores escoarem e venderem os seus produtos", escreveu Isabel dos Santos, salientando que, desta forma, vai apoiar "outros empresários e produtores e gerar mais iniciativas". 
E termina explicando que a produção nacional é a única forma de baixar os preços. 
"Nesta obra trabalham com afinco mais de 100 bons técnicos angolanos que constroem com qualidade e no final do dia vão para suas casas com orgulho e determinação de fazer parte do crescimento de Angola".

A troca de críticas não é de agora. 
Em junho, a quando da visita de João Lourenço à Bélgica, Isabel dos Santos também utilizou as redes socias para falar em falta de atratividade externa de Angola, pela dificuldade em repatriar dividendos. 
"Qual o investidor que vai entrar se não dão autorização aos atuais investidores estrangeiros para levarem os lucros em dólares", disse a empresária exonerada em novembro de 2017 por João Lourenço das funções de presidente do conselho de administração da petrolífera estatal Sonangol.

Depósitos bancários até 40 mil euros passam a estar garantidos em Angola

BANCA
Lusa
23.08.2018  21:32 west
Os depósitos dos clientes dos bancos angolanos, até ao limite de 40 mil euros, vão passar a estar protegidos pelo novo Fundo de Garantia de Depósitos.

O FGD, que não existia até agora no sistema financeiro angolano, vai funcionará sob alçada do Banco Nacional de Angola (BNA), garantindo o reembolso de depósitos constituídos junto de instituições bancárias domiciliadas em território nacional, conforme estabelece o regulamento deste fundo, definido pelo decreto presidencial n.º 195/18, de 22 de agosto.

"O FGD garante o reembolso da totalidade do valor global dos saldos em dinheiro de cada depositante, desde que esse valor não ultrapasse 12.500.000 kwanzas [40.200 euros]", lê-se. 
Segundo o documento, assinado pelo Presidente angolano, João Lourenço, os reembolsos serão aplicados sobre os saldos existentes até três meses após a data em que o BNA confirme a indisponibilidade de uma instituição para restituir os depósitos constituídos pelos clientes.

A garantia de reembolso abrangerá depósitos à ordem e a prazo, dos clientes, expressos em moeda nacional ou estrangeira, sendo que todas as instituições bancárias autorizadas a captar depósitos e acompanhadas pelo BNA -- mais de 20 -- deverão integrar o FGD.

Os depositados angolanos não estavam, até agora, protegidos contra eventuais colapsos das instituições bancárias do país, além do papel de regulação e supervisão do banco central.

João Lourenço lamenta que Isabel dos Santos "desencoraje investimento"

ACUSAÇÃO
Lusa
23.08.2018 21:41 west
O Presidente de Angola, João Lourenço, respondendo às críticas feitas por Isabel dos Santos em junho quando criticou a falta de atratividade externa de Angola, pela dificuldade em repatriar dividendos.

"Eu não queria entrar em mesquinhices deste tipo para uma cidadã nacional que desencoraja o investimento para o seu próprio país. 

É o único comentário que tenho a fazer", disse o Presidente de Angola aos jornalistas, comentando as palavras escritas por Isabel dos Santos na rede social Twitter.

A empresária angolana criticou, durante a visita de João Lourenço à Bélgica, no passado mês de junho, a falta de atratividade externa de Angola, pela dificuldade em repatriar dividendos.

Numa mensagem colocada nas redes sociais, a filha do ex-Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, exonerada em novembro, por João Lourenço, do cargo de presidente do conselho de administração da petrolífera estatal Sonangol, questionava, sem nunca se referir à visita do chefe de Estado à Europa, da atratividade do país, do ponto de vista dos investidores estrangeiros.

"Qual o investidor que vai entrar se não dão autorização aos atuais investidores estrangeiros para levarem os lucros em dólares", apontava Isabel dos Santos, considerada a mulher mais rica de África, referindo-se às dificuldades que as empresas e investidores enfrentam, nos últimos anos, para repatriar lucros e dividendos, devido à escassez de divisas em Angola.

O Presidente de Angola, João Lourenço, lamentou hoje que Isabel dos Santos "desencoraje investimento para o seu próprio país", respondendo desta forma às críticas da empresária feitas em junho.