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quinta-feira, 28 de junho de 2018

Carlos Vieira e Rui Caeiro deixam Sad do Sporting

SPORTING
Lusa
26 de Junho de 2018


Rui Caeiro e Carlos Vieira ao lado de Bruno de Carvalho
Clube comunicou renúncia à CMVM

O Sporting comunicou esta quarta-feira à CMVM a renúncia de Carlos Vieira e Rui Caeiro aos cargos de administradores da SAD leonina. 
Ambos faziam parte da comissão executiva da SAD liderada por Bruno de Carvalho, tendo apresentado a sua renúncia em carta datada de 26 de junho, refere o clube de Alvalade na comunicação à CMVM.

Leia os comunicados na íntegra: 

A SPORTING CLUBE DE PORTUGAL – FUTEBOL, SAD ("Sporting SAD" ou "Sociedade"), nos termos e para efeitos do cumprimento da obrigação de informação que decorre do disposto no artigo 248º-A, nº1 do Código dos Valores Mobiliários, vem informar o mercado que o Senhor Administrador Dr. Rui Pereira Caeiro apresentou, por carta datada de 26 de Junho de 2018, renúncia ao cargo de Administrador da Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD.

A SPORTING CLUBE DE PORTUGAL – FUTEBOL, SAD ("Sporting SAD" ou "Sociedade"), nos termos e para efeitos do cumprimento da obrigação de informação que decorre do disposto no artigo 248º -A, nº1 do Código dos Valores Mobiliários, vem informar o mercado que o Senhor Administrador Dr. Carlos Fernando Barreiro Godinho Vieira apresentou, por carta datada de 26  de Junho de 2018, renúncia ao cargo de Administrador da Sporting Clube de Portugal – Futebol,

Porque é que Bruno de Carvalho não se pode recandidatar

SPORTING
Isabel Paulo
26 de Junho de 2018
Por mais que o repita, o sócio Bruno de Carvalho só poderá ir a votos se não for expulso ou suspenso temporariamente até um mês antes das eleições, algo que só por milagre não acontecerá
Ex-presidente-adepto, deposto e alvo de processo disciplinar, insiste que vai à luta nas eleições de 8 de setembro. 
Suspenso preventivamente até decisão da Comissão de Fiscalização, Bruno de Carvalho não deverá escapar a uma suspensão mais ou menos prolongada de sócio leonino, o que o inibe de se recandidatar

Se as eleições para a presidência do Sporting Clube de Portugal fossem hoje, Bruno de Carvalho (BdC) estaria automaticamente interditado de ir a votos, por mais que repita que irá recandidatar-se. 
A ambição foi de novo anunciada, esta segunda-feira, no facebook, em tom de ameaça aos mais de 71% de sócios que votaram a sua destituição: “Vou a eleições. Vamos ver quem vence! Eu vou à luta!”

A vontade de o ex-presidente-adepto se recandidatar afigura-se, porém, uma missão quase impossível, um devaneio que deverá cair por terra nos próximos dias, após a Comissão de Fiscalização decidir o processo disciplinar em curso ao sócio BdC e restantes membros do removido Conselho Diretivo.

O prazo limite para o ex-presidente dos leões e a sua equipa contestarem a nota de culpa terminou esta segunda-feira, 10 dias úteis depois da abertura do processo interposto a pedido de um grupo de sócios, que denunciaram “a prática de gravíssimos ilícitos disciplinares”, suscetíveis de colocar em causa “a própria subsistência da instituição Sporting Clube de Portugal”.

Entre as graves razões invocadas no requerimento, que teve por primeiro subscritor o agente musical Manuel Moura dos Santos, e levou à suspensão provisória do Conselho Diretivo a 8 de junho, constam um caso de usurpação de funções, a desconvocação da Assembleia Geral (AG) de 23 de junho, e a nomeação de uma nova Mesa da Assembleia Geral e de uma Comissão de Fiscalização.
Ao que o Expresso apurou junto de fonte próxima do processo, na nota de culpa enviada, BdC é ainda acusado de uso indevido de meios do clube, divulgação de uma ata dos órgãos sociais “sem consentimento de envio” e acesso indevido às instalações do clube.

PROCESSO SOB PRESSÃO

BdC optou por ignorar a nota de culpa da Comissão de Fiscalização, cuja legalidade nunca reconheceu e que acusou de ser um “pelotão de fuzilamento”. 
Os restantes membros do destituído Conselho Diretivo leonino também seguiram as pisadas do líder, ignorando o repto disciplinar. 

Por precaução, a Comissão de Fiscalização irá aguardar mais dois dias pela eventual receção de carta registada de resposta à nota de culpa, desde que enviada com data desta segunda-feira, disse ao Expresso a jurista Rita Garcia Pereira, membro da Comissão.

Sem defesa, que poderia funcionar como atenuante aos atos de rebelião, os processados incorrem em sanções que vão da simples “admoestação à expulsão de sócios do Sporting Clube de Portugal”, passando pela suspensão temporária, “variável de um mês a oito anos”.

Rita Garcia Pereira refere que a Comissão de Fiscalização irá reunir-se na quinta-feira, mas não confirma se a decisão final será tomada de imediato, nem qual a sanção mais provável de ser aplicada.

“Não há data definida, nem nenhum juízo pré-feito quanto às eventuais sanções a aplicar em função dos fundamentos que levaram à suspensão preventiva”, afiança a jurista. 
Fonte próxima da Comissão adianta, contudo, que “dificilmente os visados não incorrerão numa sanção significativa”, não só pela gravidade das ações, todas públicas, que ditaram a nota de culpa, como pela reiterada atitude “guerrilheira e ofensiva” durante o período de suspensão provisória.

O espetáculo de BdC em plena Assembleia Geral, depois de ter dito que não iria votar, os post provocadores no facebook enquanto decorreu a assembleia da destituição, as ameaças de impugnação de resultados, os insultos a Sousa Cintra, titulado de “homem dos tremoços”, e o impedimento de acesso a Alvalade ao novo líder da SAD, Sousa Cintra, são comportamentos que poderão ainda ser tidos como agravantes disciplinares no processo em curso.

CENAS DOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS

Embora a ação disciplinar possa “arrastar-se durante um ano”, segundo fonte da demissionária Comissão Disciplinar do Sporting, o Expresso apurou que a decisão deverá ser “célere”, perante a pressão existente para que os jogadores que rescindiram - alegando justa causa, na sequência da invasão da Academia de Alcochete - “possam reconsiderar a decisão”.

De acordo com o presidente da Comissão de Gestão, Artur Torres Pereira, o clube britânico Wolverhampton estará disponível para pagar o passe de Rui Patrício e outros oito jogadores, ainda sem clube, dispostos a voltar atrás ou a negociar a saída, desde que BdC não se recandidate.

Mesmo que seja não seja expulso de sócio, a 8 de agosto, data limite para a apresentação de candidaturas aos órgãos sociais do clube, o mais provável é que BdC já esteja suspenso de sócio, condição imprescindível pelos Estatutos e Regulamento Eleitoral do Sporting para inviabilizar a tentação de ir a votos.

Três dias após a destituição por goleada de BdC, a novela do verão quente leonino conheceu, esta terça-feira, novos capítulos, entre os quais as dúvidas sobre o da permanência ou não do treinador sérvio Sinisa Mihajlovic, contratado quando o Conselho Diretivo já se encontrava preventivamente inibido de exercer funções.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Buscas “não tiveram como objeto” direto a Câmara de Lisboa, realça Medina

Jornal Económico
Lusa
27 de junho 2018  16:52

"A investigação, como é público, está centrada sobre um objeto externo à Câmara Municipal de Lisboa e, no âmbito dessa operação mais global, houve a vontade de haver a recolha de elementos e informações que a Câmara de Lisboa tinha", salientou Fernando Medina.

O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, confirmou hoje que foram efetuadas buscas nos serviços municipais no âmbito de um inquérito do Ministério Público, mas segundo o autarca “não tiveram como objeto diretamente” a Câmara.

Questionado pelos jornalistas à chegada à reunião pública do executivo, que decorre esta tarde nos Paços do Concelho, Medina disse que “foram realizadas [buscas], como é público”.

Segundo o socialista, as buscas “não tiveram como objeto diretamente a Câmara Municipal de Lisboa, mas um processo mais vasto”.

“A investigação, como é público, está centrada sobre um objeto externo à Câmara Municipal de Lisboa e, no âmbito dessa operação mais global, houve a vontade de haver a recolha de elementos e informações que a Câmara de Lisboa tinha. 
Foi isso que nós fizemos, cumprindo a nossa obrigação”, considerou.

Medina apontou que assim irá continuar a fazer, “para o apuramento da verdade, da justiça e a correta utilização de todos os meios públicos”.

Questionado se tinha receio que o município possa vir a estar na mira das autoridades, o presidente da Câmara da capital foi taxativo: “Não tenho receio rigorosamente de nada”.

“No nosso país, cada instituição cumpre a sua função, funciona. 
E a nossa obrigação é colaborar com a justiça em tudo aquilo que pudermos ajudar para o apuramento da verdade e da justiça”, salientou.

Entretanto, a revista “Sábado” publicou que os gabinetes de Medina, do vereador Manuel Salgado (Urbanismo) e do vice-presidente Duarte Cordeiro também foram alvos das buscas por parte da Polícia Judiciária.

Segundo o ‘site’, existem suspeitas de crimes de “corrupção passiva, tráfico de influência, participação económica em negócio e financiamento proibido”, e foram recolhidos elementos relativos a um “contrato-programa com o Belenenses para a construção de um Rugby Park e cópias de despachos de nomeações e contratação de assessores externos”.

Num comunicado enviado às redações pouco depois das declarações do presidente aos jornalistas, a Câmara de Lisboa, através da sua secretaria-geral, refere que “decorreram esta manhã buscas nas instalações da Câmara Municipal de Lisboa, no âmbito de inquérito promovido pelo Ministério Público”.


“No âmbito destas diligências, que não se afiguram centradas na atividade da autarquia, a Câmara Municipal de Lisboa manifestou total disponibilidade e colaboração com as autoridades competentes, tendo facultado o acesso a toda a informação e documentação solicitada”, lê-se na nota.

Buscas da PJ apanharam, pelo menos, 20 autarquias

OPERAÇÃO TUTTI-FRUTTI
António José Vilela e Carlos Rodrigues Lima
27 de Junho de 2018   15:13 

Da Esposende a Ponta Delgada, inspectores da Unidade Nacional Contra a Corrupção recolheram milhares de documentos. Um dos alvos na Câmara de Lisboa foi o contrato-programa para a construção do Rugby Park do Belenenses.

Pelo menos, 20 autarquias, entre Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia, estão entre os alvos das 70 buscas realizadas, esta quarta-feira, pela Polícia Judiciária no âmbito da Operação "Tutti-Frutti". 
Segundo informações recolhidas pela SÁBADO, os inspectores da Unidade Nacional contra a Corrupção recolheram documentos em Esposende, Famalicão, Vila Nova de Gaia, Barcelos, Santa Maria da Feira, Póvoa do Lanhoso, Marinha Grande, Golegã, Cascais, Loures, Oeiras, Faro e Ponta Delgada e Lisboa.

Na autarquia da capital, além da nomeações, um dos alvos dos investigadores foi o contrato-programa assinado, em Março de 2017, entre a Câmara de Lisboa e o Belenenses para a construção de um Rugby Park. 
O acordo previa a construção de um campo rugby e respectivas áreas de apoio, bem como um circuito de manutenção público e zonas verdes envolventes, numa área total de 18.121 m2. 
O apoio da autarquia, nos regimes financeiro e não financeiro, contemplava uma verba de duzentos mil euros, bem como cedência de equipamentos e diversos materiais de âmbito logístico. 

No concelho de Lisboa, foram realizadas buscas às Juntas de Freguesia do Areeiro, Santo António, Estrela, Alvalade, Parque das Nações, Penha de França e Benfica e também em Carnaxide, e Arruda.

Tal como a SÁBADO adiantou, os inspectores estiveram ainda em várias empresas e na casa do deputado social-democrata Sérgio Azevedo e dos militantes Carlos Eduardo Reis, Luís Newton e Nuno Vitoriano.
Nesta investigação, estão em causa suspeitas da prática de crimes económico financeiros decorrentes da contratação de pessoal e da adjudicação directa de serviços a empresas ligadas ou controladas por dirigentes políticos sobretudo do PSD. 
Um processo crime dirigido pela procuradora-adjunta Andrea Marques, 40 anos, a magistrada que também tem em mãos o caso dos emails do Benfica. 
Agora, um dos principais visados na operação é o social-democrata Carlos Eduardo Reis, conselheiro nacional do PSD, ex-presidente da JSD de Braga que apoiou Santana Lopes nas últimas directas para a liderança do partido. 
Carlos Reis controla várias empresas que ganharam inúmeras adjudicações directas de de autarquias controladas pelo PSD e também pelo PS.

A ligação entre as autarquias em causa e o dirigentes do PSD foi revelada, em 2017, pelo jornal Observador. 
Carlos Eduardo Reis e outros militantes sociais-democratas são suspeitos de integrarem uma espécie de teia de relações de negócios com juntas de freguesia de Lisboa dominadas pelo PSD. 
As contas feitas pelo jornal apontavam para cerca de 1 milhão de euros em avenças e adjudicações directas de serviços.

Em conferência de imprensa, o secretário-geral do PSD, José Silvano, confirmou as buscas da Polícia Judiciária  à Comissão Distrital de Lisboa do PSD e diz que o partido vai "disponibilizar todos os documentos pedidos, e espaço para a sua consulta, sem restrições". 
Contudo, frisa que os sociais-democratas não vão abrir nenhum averiguação interna: "Não somos um órgão de investigação criminal".  
"Se isto já está no domínio da investigação criminal, o PSD só actua quando os factos transitarem em julgado. 
Só podemos falar depois do trânsito em julgado de quem for condenado", disse o social-democrata, em conferência de imprensa.

Por sua vez, Duarte Cordeiro, vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa e presidente da FAUL, disse que os socialistas estão a facultar "toda a informação" pedida pela Polícia Judiciária.

Entretanto, a Procuradoria Distrital de Lisboa já confirmou que "foram realizadas cerca de 70 buscas domiciliárias e não domiciliárias, incluindo buscas a escritórios de advogados, autarquias, sociedades e instalações partidárias, em diversas zonas geográficas de Portugal Continental e Açores".

O inquérito investiga "crimes de corrupção passiva, tráfico de influência, participação económica em negócio e financiamento proibido". 
O órgão superior do Ministério Público (MP) anunciou na sua página de Internet que a operação envolve a presença de "três juízes de instrução, doze magistrados do MP, peritos informáticos e financeiros e inspectores da Polícia Judiciária (PJ) em número que ascende a cerca de 200", com a colaboração da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da PJ.


Através dos indícios recolhidos, o MP apurou que "um grupo de indivíduos ligados às estruturas de partido político, desenvolveu entre si influências destinadas a alcançar a celebração de contratos públicos, incluindo avenças com pessoas singulares e outras posições estratégicas".

Inspectores da Judiciária procuram nomeações de boys

OPERAÇÃO TUTTI FRUTTI
Margarida Davim,  António José Vilela e Carlos Rodrigues Lima
27 de Junho de 2018    13:06 

Investigadores estão a recolher fichas de militantes nos partidos e contratos de assessoria ou de prestação de serviços nas Juntas de Câmara de Lisboa.

A Polícia Judiciária (PJ) tem estado esta manhã nas distritais do PS e do PSD a pedir fichas de militantes ao mesmo tempo que analisa os contratos em juntas e na Câmara Municipal de Lisboa (CML). 
A PJ está a tentar apurar as ligações partidárias de assessores e avençados nas juntas e na Câmara de Lisboa. 
O objectivo é perceber as possíveis ligações partidárias e apurar se existem contratos que sustentem as avenças e se o trabalho é efectivamente prestado. 
É que, caso não haja prestação de serviços, pode estar em causa um crime de peculato.

Fontes do PS e do PSD em Lisboa explicam à SÁBADO que a PJ está a pedir para ver listas de militantes e contratos. 
Ao que a Sábado apurou, a PJ já esteve esta manhã no gabinete da presidência da CM, na distrital do PSD Lisboa, na FAUL (a estrutura de Lisboa do PS) e nas juntas de Santo António, Areeiro e Estrela. 

Além destes contratos, a PJ está a recolher dados sobre as relações contratuais da CML com uma empresa da área do desporto, uma consultora, uma sociedade de advogados e as empresas Ambigold e NOS.

A Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa confirmou esta quarta-feira que "foram realizadas cerca de 70 buscas domiciliárias e não domiciliárias, incluindo buscas a escritórios de advogados, autarquias, sociedades e instalações partidárias, em diversas zonas geográficas de Portugal Continental e Açores".

O inquérito investiga "crimes de corrupção passiva, tráfico de influência, participação económica em negócio e financiamento proibido". 
O órgão superior do Ministério Público (MP) anunciou na sua página de Internet que a operação envolve a presença de "três juízes de instrução, doze magistrados do MP, peritos informáticos e financeiros e inspectores da Polícia Judiciária (PJ) em número que ascende a cerca de 200", com a colaboração da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da PJ.


Através dos indícios recolhidos, o MP apurou que "um grupo de indivíduos ligados às estruturas de partido político, desenvolveu entre si influências destinadas a alcançar a celebração de contratos públicos, incluindo avenças com pessoas singulares e outras posições estratégicas".

Tal como a SÁBADO avançou esta quarta-feira, a Polícia Judiciária (PJ) e o Ministério Público (MP) estão a realizar buscas à Comissão Distrital de Lisboa do PSD e à Concelhia de Lisboa do PS. 
A operação da Judiciária e do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa decorre também nos serviços centrais da Câmara de Lisboa, nos serviços de Urbanismo da autarquia, no Campo Grande, nas juntas de freguesia do Areeiro, Santo António e da Estrela. Mas também em outras cidades do país.

PSD e PS garantem colaboração com a PJ

Também os partidos confirmaram as buscas e frisaram que vão facultar "toda a informação" pedida pela Polícia Judiciária.

"Não falei com ninguém da Polícia Judiciária, por isso ainda não tenho conhecimento do que se trata. 
Mas sei que do nosso lado está a ser dada toda a informação pedida", disse à SÁBADO Duarte Cordeiro, vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa e presidente da FAUL.

Em conferência de imprensa, o secretário-geral do PSD, José Silvano, diz que o partido vai "disponibilizar todos os documentos pedidos, e espaço para a sua consulta, sem restrições". 
Contudo, frisa que os sociais-democratas não vão abrir nenhum averiguação interna: "Não somos um órgão de investigação criminal". 

"Se isto já está no domínio da investigação criminal, o PSD só actua quando os factos transitarem em julgado. 
Só podemos falar depois do trânsito em julgado de quem for condenado", disse o social-democrata, em conferência de imprensa.

Judiciária fez buscas na casa de deputado do PSD

OPERAÇÃO TUTTI FRUTTI
Carlos Rodrigues Lima e António José Vilela
27 de Junho de 2018   12:51 

Além de Sérgio Azevedo, investigação a suspeitas de corrupção e financiamento partidário ilegal levaram ainda inspectores às casas dos militantes do PSD Carlos Eduardo Reis, Luís Newton e Nuno Vitoriano

A Polícia Judiciária fez, durante a manhã desta quarta-feira, buscas à casa do deputado do PSD Sérgio Azevedo, um dos suspeitos da Operação Tutti Frutti. 
Segundo informações recolhidas pela SÁBADO, também as residências dos militantes sociais democratas Carlos Reis, Luís Newton, presidente da Junta de Freguesia da Estrela, Nuno Firmo e Nuno Vitoriano foram buscadas por inspectores da Unidade Nacional Contra a Corrupção.

A Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa confirmou esta quarta-feira que "foram realizadas cerca de 70 buscas domiciliárias e não domiciliárias, incluindo buscas a escritórios de advogados, autarquias, sociedades e instalações partidárias, em diversas zonas geográficas de Portugal Continental e Açores".

O inquérito baptizado como "Operação Tutti Frutti" investiga "crimes de corrupção passiva, tráfico de influência, participação económica em negócio e financiamento proibido". 
O órgão superior do Ministério Público (MP) anunciou na sua página de Internet que a operação envolve a presença de "três juízes de instrução, doze magistrados do MP, peritos informáticos e financeiros e inspectores da Polícia Judiciária (PJ) em número que ascende a cerca de 200", com a colaboração da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da PJ.

Em causa estão suspeitas da prática de crimes económico financeiros decorrentes da contratação de pessoal e da adjudicação directa de serviços a empresas ligadas ou controladas por dirigentes políticos sobretudo do PSD. 
Um processo crime dirigido pela procuradora-adjunta Andrea Marques, 40 anos, a magistrada que também tem em mãos o caso dos emails do Benfica. 
Agora, um dos principais visados na operação é o social-democrata Carlos Eduardo Reis, conselheiro nacional do PSD, ex-presidente da JSD de Braga que apoiou Santana Lopes nas últimas directas para a liderança do partido. 
Carlos Reis controla várias empresas que ganharam inúmeras adjudicações directas de de autarquias controladas pelo PSD e também pelo PS.

A ligação entre as autarquias em causa e o dirigentes do PSD foi revelada, em 2017, pelo jornal Observador. 
Carlos Eduardo Reis e outros militantes sociais-democratas são suspeitos de integrarem uma espécie de teia de relações de negócios com juntas de freguesia de Lisboa dominadas pelo PSD. 
As contas feitas pelo jornal apontavam para cerca de 1 milhão de euros em avenças e adjudicações directas de serviços.

Aquelas três juntas de freguesia geridas pelos sociais-democratas adjudicaram a empresas de militantes do PSD ou estabeleceram avenças no valor de 1.050.279 euros. 
Por exemplo, Fernando Braamcamp, que preside à Junta do Areeiro, terá estabelecido avenças de um total de 596.982 euros com militantes sociais-democratas. 
Já Luís Newton, que dirige a Junta de Freguesia da Estrela Estrela, gastou, pelo menos 303.521 euros. 
E Vasco Morgado, autarca de Santo António, ficou-se pelos 149.776 euros.

Uma boa parte destes negócios suspeitos foi apontada em 2017 num email anónimo de circulação restrita. 
Mas a denúncia também chegou às autoridades que abriram uma investigação crime centrada em negócios públicos realizados por Sérgio Azevedo e Luís Newton, dois influentes responsáveis do Núcleo Ocidental do PSD/Lisboa, sobretudo pelos cargos que ocupam: o primeiro era então vice-presidente da bancada do PSD na Assembleia da República, o segundo o tesoureiro da concelhia do PSD/Lisboa e também autarca.

Através dos indícios recolhidos, o MP apurou que "um grupo de indivíduos ligados às estruturas de partido político, desenvolveu entre si influências destinadas a alcançar a celebração de contratos públicos, incluindo avenças com pessoas singulares e outras posições estratégicas".


Tal como a SÁBADO avançou esta quarta-feira, a Polícia Judiciária (PJ) e o Ministério Público (MP) estão a realizar buscas à Comissão Distrital de Lisboa do PSD e à Concelhia de Lisboa do PS. 
A operação da Judiciária e do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa decorre também nos serviços centrais da Câmara de Lisboa, nos serviços de Urbanismo da autarquia, no Campo Grande, nas juntas de freguesia do Areeiro, Santo António e da Estrela. 
Mas também em outras cidades do país. 

Buscas ao PS: "Do nosso lado tem sido dada toda a informação"

Justiça
Alexandre R. Malhado
27 de Junho de 2018   12:01 

Duarte Cordeiro, presidente da Federação da Área Urbana de Lisboa do PS, garante que os socialistas estão a facultar "toda a informação" pedida pela Polícia Judiciária.

A Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da Polícia Judiciária (PJ) e o Ministério Público (MP) estão a realizar buscas à Comissão Distrital de Lisboa do PSD e à Concelhia de Lisboa do PS, que fica na sede da Federação da Área Urbana de Lisboa do PS (FAUL). 
Duarte Cordeiro, vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa e presidente da FAUL, diz que sabe que os socialistas estão a facultar "toda a informação" pedida pela Polícia Judiciária.

"Ainda não falei com ninguém da Polícia Judiciária, por isso ainda não tenho conhecimento do que se trata. 
Mas sei que do nosso lado está a ser dada toda a informação pedida", disse o socialista à SÁBADO.

Tal como a SÁBADO avançou esta quarta-feira, a Polícia Judiciária (PJ) e o Ministério Público (MP) estão a realizar buscas à Comissão Distrital de Lisboa do PSD e à Concelhia de Lisboa do PS. 
A operação da Judiciária e do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa decorre também nos serviços centrais da Câmara de Lisboa, nos serviços de Urbanismo da autarquia, no Campo Grande, nas juntas de freguesia do Areeiro, Santo António e da Estrela. 
Mas também em outras cidades do país. 

Entretanto, através de uma nota publicada na Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, o Ministério Público confirmou 70 buscas no âmbito de inquérito em que se investigam crimes de corrupção passiva, tráfico de influência, participação económica em negócio e financiamento proibido. 
As buscas são "domiciliárias e não domiciliárias, incluindo buscas a escritórios de advogados, autarquias, sociedades e instalações partidárias, em diversas zonas geográficas de Portugal Continental e Açores, envolvendo a presença de três juízes de instrução, doze magistrados do Ministério Público, peritos informáticos e financeiros e inspectores da Polícia Judiciária em número que ascende a cerca de 200". 

"Segundo os fortes indícios recolhidos apurou-se, no essencial, que um grupo de indivíduos ligados às estruturas de partido político, desenvolveram entre si influências destinadas a alcançar a celebração de contratos públicos, incluindo avenças com pessoas singulares e outras posições estratégicas", escreveu o MP.