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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Sem lei governo angolano não pode forçar repatriamento de fundos

*Manuel José
Fonte: VOA
dezembro 14, 2017

Luanda - O governo angolano terá que fazer aprovar uma lei no parlamento para forçar o repatriamento de fundos detidos por angolanos no estrangeiro, disseram juristas entrevistados pela Voz da América.
*Manuel José

Fonte: VOA

Os juristas reagiam ao discurso do Presidente João Lourenço num seminário do partido no poder, o MPLA, sobre a corrupção em que o chefe de estado anunciou que em breve será dado um prazo aos angolanos que tenham fundos no exterior para repatria-los sem que sejam feitas perguntas ou investigações sobre a origem desses fundos.

Findo esse prazo, disse João Lourenço, serão adoptadas medidas coercivas para forçar o seu repatriamento.

Mas o jurista e deputado David Mendes, disse que a declaração do presidente, feita numa reunião do partido não vincula o estado e portanto não tem qualquer valor jurídico.

Era preciso que o MPLA recomendasse o executivo a fazer sair uma lei, doutro modo isso não será possível, disse David Mendes.

A mesma opinião foi compartilhada também por outro jurista, Miguel Ângelo, que disse que forçar o repatriamento de fundos só será possível com uma lei aprovada pelo parlamento.

Para Ângelo há que criar normas especificas para isso.

“A lógica diz que que é um processo de estado e não do executivo e da deve passar pela Assembleia Nacional”, acrescentou.

A Procuradoria-Geral da República de Angola anunciou entretanto que está a investigar um esquema de transferência ilegal de fundos para o estrangeiro envolvendo cartões de crédito.

Segundo uma declaração o alegado esquema de corrupção envolve funcionários da Direção de Pequenos Negócios do Banco de Poupança e Crédito (BPC).

Desconhecem-se outros pormenores

Primeiro Orçamento de João Lourenço quer economia a crescer 4,9% em 2018

Fonte: Lusa
dezembro 15, 2017

Luanda - O Governo angolano prevê no Orçamento Geral do Estado para 2018 despesas e receitas de 9,6 biliões de kwanzas (48,8 mil milhões de euros) e um crescimento económico de 4,9%, segundo a proposta que deu entrada esta sexta-feira no parlamento.
Fonte: Lusa

A proposta de Orçamento para 2018, entregue na Assembleia Nacional pelo ministro de Estado e do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior, prevê igualmente um défice de 2,9%, devendo a discussão parlamentar sobre o documento ter início a 05 de janeiro, com votação até 15 de fevereiro.

Em declarações à imprensa, no parlamento, Manuel Nunes Júnior realçou que em anos eleitorais o prazo para que o executivo faça a entrega do Orçamento Geral do Estado ao parlamento é alargada até 15 de dezembro, data que foi assim cumprida.

Este é também o primeiro OGE da governação de João Lourenço, que após as eleições gerais de agosto sucedeu a José Eduardo dos Santos como Presidente da República e chefe do Governo.

O último OGE elaborado por um Governo de José Eduardo dos Santos previa receitas e despesas de 7,307 biliões de kwanzas (41,4 mil milhões de euros, à taxa de câmbio da altura) e um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,1% em 2017.

Manuel Nunes Júnior apontou como linhas fundamentais do Orçamento para 2018 a garantia da estabilidade económica do país, tendo em conta que, desde finais de 2014, o país está a viver uma situação de baixa do preço do petróleo no mercado internacional, sendo importante a realização de ajustes quer do ponto de vista fiscal quer cambial, para o equilíbrio das contas.

“E isso é um dos elementos que o nosso OGE faz referência e com bastante clareza. Garantir que a partir do próximo ano, 2018, o país possa ter um equilíbrio do ponto de vista das contas internas e das contas externas, e aí garantir também uma estabilidade macroeconómica e criar um ambiente propício para o investimento”, referiu.

O governante angolano realçou ainda como objetivo deste orçamento o crescimento económico, para se gerar e garantir empregos “um dos fatores mais importantes” para a estabilidade social, bem-estar das populações, bem como dos rendimentos das pessoas.

“Este é de facto um objetivo fundamental e o terceiro é, com o crescimento económico, criarem-se as bases para fazer a distribuição deste rendimento criado e aí vêm as grandes questões sociais prementes que nós temos que resolver”, disse.

Para Manuel Nunes Júnior, outro elemento fundamental deste orçamento é “a grande importância que se dá ao défice”, tendo em conta que quanto maior for, maior é a necessidade de endividamento, quer doméstico quer internacional.

“E neste OGE, o que nós estamos a apresentar é um défice que seja suficientemente adequado para que as necessidades de endividamento sejam cada vez menores, para garantir uma sustentabilidade da dívida e essa sustentabilidade seja em função do crescimento económico”, salientou.

Segundo o governante angolano, este orçamento que “é feito em bases muito realistas”, com o objetivo de que os números apresentados sejam efetivamente concretizáveis e não números que sejam apenas nominais.

“Se alguém tem no seu orçamento uma adjudicação de 100, que estes 100, embora pouco, mas que sejam realmente concretizáveis, isso é que garante a credibilidade e a própria reputação do orçamento, porque um orçamento que tem números que no fim não são concretizados deixa de ser um orçamento realista e com credibilidade”, frisou.

Por sua vez, o presidente da Comissão de Economia e Finanças da Assembleia Nacional, Diógenes de Oliveira, disse que para início das discussões à volta do orçamento o documento vai ser aprovado na generalidade e depois auscultados os parceiros sociais.

“Será o nosso primeiro exercício, porque precisaremos de conhecer as principais preocupações da sociedade e com base nelas evoluir para uma apreciação mais qualitativa e que acima de tudo responda às expectativas”, referiu.

De acordo com o deputado do MPLA, partido maioritário, o executivo fará tudo para que os encargos com a dívida possam ser mitigados e a redução do défice mostra isso.

“A expectativa do défice para 2,9% contra 5,3% do exercício de 2017, mostra que estamos numa tendência decrescente agora, a disciplina será o condão principal para que a nossa apreciação seja muito realista”, disse.

Diógenes de Oliveira sublinhou que os últimos anos “não foram bons, principalmente a partir do ano de 2014, 2016 foi crítico, e 2017 prevê, de acordo com os dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), que Angola possa ter um crescimento na ordem do 1,1%,”.

“Este orçamento apresenta como cenário 4,9%, o que significa que há aqui um esforço no sentido da reanimação da nossa economia e que será determinante para a estabilidade, política, económica e social”, acrescentou.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Raríssimas sem acesso a dinheiro para pagar contas e em risco de fechar

IPSS
Sofia Rodrigues
14 de Dezembro de 2017, 11:35
Manuela Duarte Neves

Coordenadora do departamento jurídico apela ao primeiro-ministro para não permitir que a instituição seja encerrada.

A coordenadora do departamento jurídico da Raríssimas, Manuela Duarte Neves, afirmou que a instituição está paralisada e que deixou de ter acesso às contas bancárias para fazer pagamentos por não ter uma direcção em funcionamento.

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Em conferência de imprensa, esta manhã, na Casa dos Marcos, a responsável, que falava enquanto porta-voz dos trabalhadores, apelou directamente a António Costa: “Senhor primeiro-ministro, a nossa casa está a funcionar bem. Não deixe que a nossa casa feche.”

Manuela Duarte Neves pede uma comissão de gestão ou outra estrutura de gestão legítima — “sem conflito de interesses” — para se poderem realizar pagamentos e outros actos administrativos. “Quem tem acesso às contas [bancárias] não nos dá”, afirmou, referindo que a instituição “paralisou” e que não tem meios para fazer pagamentos, mas escusando-se a especificar o tempo que pode durar este impasse.

“Não temos quem decida legitimamente”, afirmou. A responsável disse ter ouvido o primeiro-ministro “bem-disposto”, esta manhã, e por isso apelou: “Deixe-nos bem-dispostos também.”

Relativamente aos mecenas, Manuela Duarte Neves disse ter “notícia pessoalmente” de que alguns não vão colaborar “até que a presidente, o marido e o filho” não estejam na instituição. 

A Raríssimas está a ser alvo de uma inspecção por parte da Segurança Social, depois de uma reportagem da TVI ter relatado que a presidente, Paula Brito e Costa, pagou despesas pessoais com verbas da instituição. Paula Brito e Costa anunciou ter saído da instituição, mas até agora desconhece-se se apresentou formalmente o pedido de demissão. O único director que está em funções é Nuno Branco, mas, segundo Manuela Duarte Neves, não basta para desbloquear acesso às contas.

Maria Cavaco Silva “espantada” e “preocupada” com situação na Raríssimas

LUSA
14 de Dezembro de 2017, 12:46

A ex-primeira-dama diz que a instituição “faz muita falta”.

A ex-primeira-dama Maria Cavaco Silva, que foi madrinha da Raríssimas, disse nesta quinta-feira estar “muito espantada e preocupada” com a situação que se vive na associação, destacando a importância da instituição para os utentes.

“Estou muito espantada, estou muito preocupada. 
Espantada, porque não esperava e preocupada, porque não podemos prescindir dos serviços que a Raríssimas tenta prestar às pessoas. 
Todos sabemos que funciona bem, não podemos prescindir disso. 
Todos sabemos que não somos abonados para deitar fora uma coisa como a Raríssimas”, disse.

Em declarações aos jornalistas, na Amadora, antes da inauguração do presépio da Fundação AFID Diferença (Associação Nacional de Famílias para a Integração da Pessoa com Deficiência), Maria Cavaco Silva disse que desconhecia a situação denunciada por uma reportagem da TVI sobre a alegada gestão danosa da instituição.

“Sinto-me espantada. 
Estou triste e com medo. 
Eu sempre disse que apoiava as pessoas que estavam na instituição e, ao longo destes anos todos, sempre disse que as instituições ficam. 
Têm de ficar, esta é a mensagem que quero deixar”, disse.

De acordo com Maria Cavaco Silva, que foi madrinha da instituição durante os anos da presidência da República do seu marido, Aníbal Cavaco Silva, a Raríssimas deve continuar. “A instituição faz muita falta. (...) Sou muito ligada às pessoas que lá estão, aos utentes”, disse.

Uma reportagem emitida pela TVI na segunda-feira denunciou o alegado uso, pela presidente, de dinheiro da associação de ajuda a pessoas com doenças raras Raríssimas para fins pessoais.
A investigação mostra documentos que colocam em causa a gestão da instituição de solidariedade social, nomeadamente da sua presidente, Paula Brito e Costa, que alegadamente terá usado o dinheiro na compra de vestidos e em vários gastos pessoais.

Na reportagem era também adiantado que o secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, foi contratado entre 2013 e 2014 pela associação, com um vencimento de três mil euros por mês, tendo recebido um total de 63 mil euros.

Hoje os trabalhadores da Raríssimas avisaram que a associação está em risco de fechar por falta de acesso às contas bancárias e apelaram ao primeiro-ministro para que haja uma direcção idónea para permitir o funcionamento.

Na quarta-feira, elementos da Inspecção-geral do Ministério do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social estiveram na Associação Raríssimas para dar início à inspecção na instituição.

Vieira da Silva ouvido segunda-feira, Costa mantém "total confiança política"

LUSA 
14 de Dezembro de 2017, 15:17

Primeiro-ministro sublinha que mantém “total confiança política” no ministro do Trabalho, Segurança Social e Solidariedade.

O ministro do Trabalho, Segurança Social e Solidariedade, Vieira da Silva, vai ser ouvido no parlamento sobre o "caso Raríssimas" na segunda-feira, às 15h30, disse à Lusa fonte oficial socialista. 
Também nesta quinta-feira, o primeiro-ministro, António Costa, reforçou que mantém “total confiança política” no seu colega de partido e de governo, considerando que o facto de ter sido vice-presidente da assembleia-geral daquela IPSS não põe em causa “de alguma forma” a sua excelente actividade governativa.

Em declarações aos jornalistas à entrada para um Conselho Europeu, em Bruxelas, o chefe de Governo português salientou também que não se pode confundir factos, de natureza criminal ou não, que tenham sido praticados por uma direcção “que, aliás, já cessou funções”, com a “excelência do trabalho que a instituição tem desenvolvido ao longo de anos”, e garantiu que o Estado “tudo fará” dentro das suas possibilidades para assegurar a continuidade da actividade da Raríssimas.

A comissão de Trabalho e Segurança Social aprovou na quarta-feira por unanimidade um requerimento do PS para que o ministro Vieira da Silva preste esclarecimentos sobre o caso relativo a suspeitas de gestão danosa na associação Raríssimas, mas não tinha ficado data marcada para a audição.

Esta quinta-feira, o PSD exigiu ouvir as explicações de Vieira da Silva no parlamento sobre o caso Raríssimas até sexta-feira.

"O Governo não deve ir de fim-de-semana deixando este manto de suspeição avolumar-se", defendeu o líder parlamentar do PSD Hugo Soares.

Uma reportagem emitida pela TVI no sábado denunciou o alegado uso, pela presidente, Paula Brito e Costa, de dinheiro da associação de ajuda a pessoas com doenças raras, a Raríssimas, para fins pessoais.

Na reportagem era também adiantado que o secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, foi contratado entre 2013 e 2014 pela associação Raríssimas, com um vencimento de três mil euros por mês, tendo recebido um total de 63 mil euros.

Paula Brito e Costa e Manuel Delgado anunciaram na terça-feira que se demitiam dos respectivos cargos.

Esta quinta-feira, os trabalhadores da Raríssimas avisaram que a associação está em risco de fechar por falta de acesso às contas bancárias e apelaram ao primeiro-ministro para que envie uma direcção idónea para permitir o funcionamento. 
Na quarta-feira, elementos da Inspecção-geral do Ministério do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social estiveram na Associação Raríssimas para dar início à inspecção na instituição.

Aumento nos pagamentos do Estado deve-se a mais camas e a taxas de ocupação mais altas

LUSA
14 de Dezembro de 2017, 16:12
Casa dos Marcos tem 39 camas disponíveis nas diferentes unidades de internamento

Ministério da Saúde lembra que número de camas aumentou este ano de 10 para 19, na Unidade de Média Duração e Reabilitação na Casa dos Marcos.

O Ministério da Saúde explicou nesta quinta-feira que as diferenças nos pagamentos dos serviços prestados pela associação Raríssimas desde 2014 têm que ver com o aumento da capacidade de resposta e com as taxas de ocupação.

"A maior diferença tem que ver com o aumento da capacidade de resposta na tipologia Unidade de Média Duração e Reabilitação [UMDR], que passou de 10 para 19 camas. 
As restantes diferenças estão relacionadas com as taxas de ocupação", explicou o coordenador da reforma da Rede de Cuidados Continuados Integrados, Manuel Lopes.

O responsável falava depois de o Diário de Notícias ter divulgado que "um despacho de Maio deste ano (...) alterou substancialmente os financiamentos" para a associação Raríssimas, que está a ser investigada por suspeitas de desvio de fundos, num caso que já levou à demissão da presidente da associação, Paula Brito e Costa, e do secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado.

Em declarações à Lusa, na sequência das informações divulgadas pelo DN sobre um despacho publicado este ano "mais do que quadruplicou o financiamento do ministério da Saúde e o da Segurança Social", Manuel Lopes explicou que, no que diz respeito ao financiamento da área da Saúde, os valores que aumentaram têm que ver com o aumento da capacidade de resposta e com as taxas de ocupação.

"Os primeiros contratos com a Raríssimas (...) datam de Junho de 2014. 
Nesse mês celebrámos contratos para três tipologias diferentes - Unidade de Média Duração e Reabilitação [10 camas de início], Unidade de Longa Duração e Manutenção [10 camas] e Unidade de Convalescença [10 camas]", explicou o responsável, sublinhando que, nesse ano, as camas apenas ficaram disponíveis em Julho e, por isso, só foi pago metade do ano, com "taxas de ocupação muito baixas".

"Pagámos [no primeiro ano de funcionamento] apenas metade do ano e com uma taxa de ocupação muito baixa e em 2017 temos quase o dobro das camas numa das tipologias [19 camas na UMDR], os valores referem-se ao ano inteiro e com taxa de ocupação plena", acrescentou.

Manuel Lopes acrescentou que o pagamento é sempre feito por doente, que os valores a pagar por dia estão definidos na lei e que são os serviços de saúde que referenciam os doentes para as instituições.

"Não são as unidades que escolhem, são os serviços públicos que referenciam os doentes para lá e com critérios clínicos", insistiu Manuel Lopes, acrescentando que os valores são pagos de acordo com o que está definido por lei.

O responsável explicou ainda que, depois do doente ser colocado na instituição, há uma equipa de coordenação local que acompanha cada unidade e a visita para saber da qualidade dos cuidados prestados.

"Além disso, as unidades são obrigadas a reavaliar os doentes de acordo com critérios que nós definimos e a remeter-nos essas avaliações para sabermos como estão a evoluir", acrescentou.

Manuel Lopes disse que foi depois de se considerar que os cuidados prestados pela Raríssimas eram de boa qualidade que a tutela decidiu renovar o contrato para um novo triénio (2017/2018/2019), com o mesmo número de camas (39 no total).

"Não há nenhum tipo de problema com aquilo que é pago pelo serviço que a Raríssimas presta à Rede Nacional de Cuidados Continuados no que diz respeito a pagamentos nem à qualidade dos serviços que lá são prestados", sublinhou o responsável, frisando que "não houve nenhum outro financiamento a doentes da rede a não ser o que está exactamente previsto nas portarias".

Na sequência da reportagem do caso revelado pela TVI, o ministro do Trabalho e Segurança Social ordenou uma investigação imediata e urgente à Raríssimas e o gabinete do ministro veio explicar que já decorria desde o Verão uma auditoria do Instituto de Segurança Social (ISS) a alegadas irregularidades estatutárias na instituição no seguimento de uma denúncia.

Raríssimas: Ex-presidente continua na associação, agora como diretora-geral

JE Jornal Económico
José Carlos Lourinho
16:12

A SIC avança que Paula Brito e Costa mantém-se a exercer funções na Raríssimas e identifica-se como diretora-geral.

Paula Brito e Costa, ex-presidente da Raríssimas, continua em funções na associação de acordo com informação avançada pela SIC.

De acordo com o testemunho de alguns funcionários, a ex-presidente da Raríssimas identifica-se agora como diretora-geral, tendo passado essa informação a alguns colaboradores da instituição.

Ainda de acordo com a SIC, Paula Brito e Costa tem pedido para que lhe enviem documentação de trabalho e esclarece que agora irá trabalhar a partir de casa.

Paula Brito e Costa já formalizou esta manhã o seu pedido de demissão da Raríssimas — Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras ao presidente da Assembleia Geral. A associação vai realizar a uma nova assembleia geral “nos primeiros dias de janeiro” para designar os novos membros.

A formalização da demissão acontece dois dias depois de Paula Brito e Costa ter afirmado que iria sair do cargo, depois de terem sido levantadas suspeitas sobre si de gestão danosa da instituição.

Em causa está a reportagem do canal de Queluz que trouxe a público documentos e testemunhos comprometedores sobre o trabalho da presidente da associação Raríssimas, Paula Brito e Costa. 
A TVI noticiou ainda que o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social sabia de antemão todas as irregularidades.