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segunda-feira, 4 de junho de 2018

Sporting apresenta queixa à FIFA contra o Benfica por "assédio ilegal" de jogadores

CRISE NO SPORTING
TSF
04 de Junho de 2018 - 18:33
Clube de Alvalade acusa rival da Luz de assédio ilegal a jogadores do plantel leonino.

O Sporting vai apresentar uma ação em tribunal e uma participação à FIFA contra o Benfica. 
Os leões acusam o rival da Luz de assédio ilegal a jogadores do plantel leonino.

Em causa estão as declarações de Octávio Machado este domingo na CMTV, em que afirmou que o Benfica tentou contratar o guarda-redes Rui Patrício.

No comunicado divulgado esta segunda-feira, os leões afirmam ainda que Machado será testemunha deste caso perante as autoridades. 
O documento revela ainda detalhes sobre a rescisão contratual de Patrício.

Leia o comunicado do Sporting

1 - A Sporting Clube de Portugal - Futebol, SAD vai avançar com uma ação em tribunal, e também com uma participação à FIFA, contra a Sport Lisboa e Benfica, SAD, devido ao assédio ilegal e contra todas as normas em vigor, feito a jogadores do Sporting CP, ação essa que foi confirmada na noite de ontem por Octávio Machado, que, por manifesto e evidente conhecimento dos factos, será por nós arrolado como testemunha (ler aqui).

2 - Em relação às notícias que os jornais insistem em publicar, nas quais fazem a 'defesa' da posição da Gestifute no processo da transferência do jogador Rui Patrício, ignorando a chantagem exercida sobre a Sporting CP - Futebol, SAD, não é demais voltar a sublinhar a questão ontem colocada, uma vez que não obteve, até ao momento, qualquer resposta: é ou não verdade que a Gestifute exigiu o pagamento de uma verba superior a 7 milhões de euros para concluir o negócio com o Wolverhampton, relativamente a assuntos que nada tinham a ver com a transação?

Importa esclarecer que a Comissão Executiva da SAD é um órgão colegial, composto por quatro elementos, e que as decisões são tomadas em conjunto. 
Esta Comissão Executiva em momento algum aceitou, ou assumiu o compromisso, de liquidar uma suposta dívida de 4 milhões de euros à Gestifute pela venda do passe do jogador Adrien Silva, nem relativamente a Rui Patrício. 
É nosso entendimento que esse pressuposto, contido no contrato assinado entre o jogador (e já agora, também no de Rui Patrício) e a Sporting CP - Futebol, SAD, em 2012, deixou de ser válido a partir do momento em que um novo contrato foi assinado entre as partes, em 2016. 
Não se tratou, então, de uma renovação, mas sim da elaboração de um novo contrato. 
É esse o nosso entendimento. 
Entretanto, o jogador Adrien Silva foi transferido há quase um ano, e se a Gestifute se considerava credora desses 4 milhões, porque razão apenas enviou uma simples carta para a SAD e quando as suas pretensões foram recusadas não acionou os mecanismos legais para, então, resolver o diferendo nos tribunais?

Em conformidade com o exposto, vale a pena relembrar que a Comissão Executiva aceitou, desde a primeira hora, realizar o negócio da transferência de Rui Patrício para o Wolverhampton desde que as condições fossem, como nos tinha sido garantido, semelhantes às apresentadas pelo Nápoles, ou seja: 18 milhões de euros, a pagar em 24 meses, ficando a Sporting Clube de Portugal - Futebol, SAD com uma possível mais-valia de 15 por cento numa futura transferência, e onde sempre foi exigido pela Sporting SAD mais dois milhões em variáveis. 
Mas o que nos foi apresentado dilatava o prazo de pagamento para 34 meses e atribuía uma compensação por mais-valia futura em apenas 10 por cento e sem variáveis.

Mais: a Sporting Clube de Portugal - Futebol, SAD fez uma pesquisa de mercado no sentido de descontar no imediato os 18 milhões de euros a serem pagos pelo Wolverhampton, e as melhores propostas que nos foram apresentadas cobravam o triplo em juros do que pediam estas mesmas entidades financeiras, caso o clube comprador fosse o Nápoles. 
Assim, informámos o Wolverhampton de que o negócio teria de ser feito por 20 milhões de euros, por forma a compensar esse aumento dos juros, mantendo todas as restantes condições propostas pelo Nápoles. 
Por volta das 23h30 da passada quinta-feira, o representante da Gestifute perguntou a um dos membros da Comissão Executiva da SAD, Guilherme Pinheiro, se aquela seria a posição da Sporting CP - Futebol, SAD. 
Foi-lhe dito que sim, não recebendo este membro da Comissão Executiva da Sporting SAD qualquer resposta de volta. 
No dia seguinte percebemos, ao ler os jornais, que a "contraproposta" da Gestifute era o pedido de rescisão do contrato de Rui Patrício.

Reafirmamos o que já dissemos: se a transferência de Rui Patrício nos for proposta, hoje, nas exatas condições em que a aceitámos (18 milhões de euros pagos em 24 meses, com uma possível mais-valia futura de 15 por cento, com as variáveis e com semelhantes condições de juros ao nível da antecipação da cobrança da verba), o negócio será fechado, mas nunca cederemos a chantagens.

3 - Temos lido notícias nestes últimos dois dias em relação ao futuro do nosso treinador, Jorge Jesus, informações essas que não estão a ser tornadas públicas pelo lado da Sporting CP - Futebol, SAD. 
Todas as conversas sobre o futuro de Jorge Jesus no Clube estão a ser conduzidas exclusivamente pelo Presidente Bruno de Carvalho.

Numa primeira fase, as notícias sobre a possível saída de Jorge Jesus sublinhavam como negativo para a SAD, o ´facto´ de ter de pagar ao treinador cerca de 8 milhões de euros para obter a desvinculação e que o mesmo seria um ato de gestão danosa pelo montante envolvido. 
Agora, numa nova versão, insistem os jornais que deixar partir o treinador a custo zero, pagando-lhe apenas o salário de junho, é, também, prejudicial para a SAD, ou porque a SAD queria uma compensação financeira e não lhe foi dada, ou porque a SAD teve de ceder a uma suposta chantagem do treinador, que acionaria uma justa causa para sair.

O mau jornalismo é mesmo isto. 
Os mesmos órgãos de Comunicação Social contam uma versão e o seu inverso, de forma despudorada e completamente manipuladora da opinião pública.

4 - Aproveita, ainda, o Sporting Clube de Portugal para informar o Comendador Jaime Marta Soares, nosso associado, já que o mesmo anda a informar a Comunicação Social de cada email que faz, que qualquer comunicação que entenda dever fazer, sobre Assembleias Gerais ou similares, com o Clube deve ser dirigida à Dra. Elsa Judas, Presidente da Comissão Transitória da Mesa da Assembleia Geral.

O Porta-Voz do Presidente, da Comissão Executiva da SAD e do Conselho Diretivo do Sporting CP

Fernando Correia

Direção do Sporting nega demissão de Jesus e desvaloriza processos em tribunal

SPORTING
Rita Carvalho Pereira
03 DE JUNHO DE 2018 - 19:05
Num comunicado, a direção e a Comissão Executiva da SAD do Sporting defendem que a sua manutenção nos cargos é do "superior interesse do clube".

O Conselho Diretivo e a Comissão Executiva da SAD do Sporting garantem que Jorge Jesus nunca foi demitido. 
Num comunicado divulgado este domingo na página oficial do clube, a Direção e a SAD do Sporting afirmam que o despedimento do treinador é "totalmente falso", mas não fazem qualquer referência às conversações em curso para a rescisão do contrato de Jorge Jesus.

"É totalmente falso que, alguma vez, Jorge Jesus tenha sido despedido, que lhe tenha sido oferecida a renovação de contrato ou que o treinador tenha feito qualquer tipo de chantagem com uma possível rescisão por justa causa", lê-se no comunicado.

A direção do clube desvalorizou também veemente os processos desencadeados na Justiça para a sua destituição - nomeadamente, pela Holdimo, segundo maior acionista da SAD do Sporting.

Na nota publicada, o Conselho Diretivo alega que o clube está "em normal atividade" e que o presente ano "é o melhor da história" do Sporting "no que respeita a títulos europeus e nacionais", somando-se ainda um equilíbrio das contas e um "crescimento de 60 mil associados", nos últimos cinco anos.

"Não consideramos credível que um tribunal considere não ser dos superiores interesses do Clube a continuação de uma direção que tem no currículo os melhores resultados desportivos e financeiros de sempre", declara a direção, acrescentando que um tribunal não deverá pronunciar-se "a favor da destituição de uma direção e administração, por causa de processos de rescisão sem sentido e por chantagens".

Quanto às rescisões de contratos já apresentadas por alguns jogadores, como Rui Patrício e Daniel Podence, e premeditadas por outros, a direção volta a apelar aos atletas para "refletirem bem (...) e para que voltem atrás".

Sobre a transferência de clube do capitão de equipa dos leões, Rui Patrício, que não chegou a ser concretizada, o Sporting pede à Gestifute, empresa que representa o jogador, para que deixe as "atuações circenses" e responda se exigiu ou não mais de 7 milhões de euros para finalizar a operação.

Recordando que o descalabro da polémica no Sporting aconteceu depois dos episódios de violência por adeptos de uma claque leonina para com os jogadores e a equipa técnica do clube, o Conselho Diretivo e a SAD voltam a condenar os "atos de violência e todas as formas de coação". 
A nota apela ainda aos "atletas, equipas técnicas e elementos do staff que sejam alvo de ameaças, a si ou às suas famílias" para que comuniquem de imediato a situação, "para que sejam tomadas todas as medidas necessárias à sua proteção".

Por último, o comunicado aborda a recente substituição da Mesa da Assembleia-Geral (MAG) do clube por uma mesa de caráter transitório.

"A Mesa da Assembleia-Geral Transitória está suportada na Lei", garantem a Conselho Diretivo e a Comissão Executiva da SAD do Sporting. 
"O que foi feito é absolutamente legal, tal como todas as decisões seguintes da MAG transitória".

"Não entendemos nem aceitamos esta continuação de tentativa de golpe por parte dos antigos órgãos sociais que se demitiram", dizem, indicando que as eleições para os órgãos em questão já estão marcadas para 21 de julho. 
"Se já não se identificam com este projeto ganhador, então devem deixar os Associados decidir", concluem.

Roma negoceia Piccini: os moldes da proposta e a Juventus à espreita

SPORTING
Cláudia Garcia (Itália)/Rui Miguel Gomes
04 Junho 2018 às 14:22

Administrador da SAD do Sporting Guilherme Pinheiro está em contacto com os italianos, que pretendem fechar o acordo por 10 milhões de euros, mais cinco por objetivos, algo que pode ser curto

Pressionada pela possibilidade de entrada de mais cartas de rescisão dos jogadores do plantel principal, a SAD liderada por Bruno de Carvalho está a negociar a transferência do lateral-direito Cristiano Piccini com o Roma, sendo mesmo aquele que está mais próximo de deixar o emblema de Alvalade sem qualquer embate jurídico à vista no futuro. 
Apurou o nosso jornal que o administrador executivo da sociedade Guilherme Pinheiro, que se encontra fora do país, tem vindo a negociar a transferência de Piccini por valores que oscilam entre os 10 e 15 milhões de euros, surgindo o Roma como um dos mais interessados no atleta, tendo mesmo sugerido um negócio em torno dos 10 milhões de euros e uma verba por objetivos que pode chegar a cinco milhões de euros, algo que poderá não ser suficiente, juntando-se assim à Juventus, que cobiça igualmente Matteo Darmian, do Manchester United.

Todos os pormenores sobre a saída de Jesus do Sporting

SPORTING
Bruno Fernandes/Rui Miguel Gomes
03 Junho 2018 às 17:49

Técnico e SAD entenderam-se e ninguém terá de indemnizar o outro. 
Formalização será consumada até amanhã.

Jorge Jesus e a administração da SAD liderada por Bruno de Carvalho chegaram a um entendimento para a quebra do vínculo contratual que liga as partes até ao final da próxima temporada, anunciou O JOGO em primeira mão. 
Segundo apurou o nosso jornal, as partes acordaram de forma amigável a saída do técnico, a qual deverá ser formalizada oficialmente até amanhã. 
Jorge Jesus, esse, tem um acordo verbal com os sauditas do Al-Hilal, aos quais irá vincular-se por uma temporada, mantendo, porém, uma cláusula de opção por mais uma época.

Há muito que a vontade das partes era a de rescindir o contrato de trabalho que as vinculava, porém, nos últimos dias, o jogo de paciência que disputavam por via da indemnização que teria de ser paga a quem desse o primeiro passo para a rescisão terminou com o entendimento de que nenhuma das partes terá de ressarcir a outra no valor de oito milhões de euros, verba que Jesus teria de receber em salários no ano de contrato remanescente. 
Jorge Jesus fez saber à administração da SAD que pretendia sair, esbarrando inicialmente na resistência desta para o pagamento de uma verba compensatória, no entanto o treinador deixou claro que avançaria para a rescisão por justa causa - à semelhança do que Rui Patrício e Podence fizeram - no início da semana, levando a que Bruno de Carvalho cedesse na pretensão.

O técnico, que alegou falta de condições para prosseguir o seu trabalho em Alvalade, aguarda agora a formalização da rescisão para assinar um novo contrato com o Al-Hilal, caso não se verifique algum retrocesso. 
Na Arábia Saudita, Jesus vai auferir um ordenado anual livre de impostos de sete milhões de euros, além de outros prémios por objetivos que podem chegar a mais três milhões de euros.

Sporting "bateu no fundo", mas há quem defenda que Bruno de Carvalho deve ficar

CRISE NO SPORTING
Rita Carvalho Ferrreira
04 de JUnho de 2018
No Fórum TSF, houve quem afirmasse a ilegalidade da substituição da Mesa da Assembleia-Geral do Sporting e sublinhasse o buraco financeiro do clube, mas também quem pedisse a continuidade da atual direção.

O antigo presidente da Assembleia-Geral do Sporting, Dias Ferreira, afirma que não há forma de considerar legal a comissão transitória nomeada pela direção do clube, para substituir a Mesa da Assembleia-Geral do Sporting.

A comissão transitória, liderada por Elsa Judas, foi escolhida pela direção de Bruno de Carvalho para substituir o órgão liderado por Jaime Marta Soares, após o anúncio de demissão por parte dos membros da Mesa da Assembleia.

No Fórum TSF, Dias Ferreira alegou que a comissão transitória "não é um órgão que exista nos documentos estatutários [do clube]" e que ainda não foi apresentado "qualquer argumento, do ponto de vista legal", explicando como e quem constituiu esta comissão.

"As comissões só podem ser constituídas pela Assembleia-Geral, que é quem tem o poder soberano", defendeu Dias Ferreira.

Dias Ferreira não tem dúvidas que a substituição da Mesa da Assembleia-Geral do Sporting é ilegal
"Se não fosse pelas consequências que pode ter, eu dizia que [a substituição da Mesa da Assembleia-Geral] era absolutamente ridícula", disse o antigo presidente do órgão leonino, acrescentando ainda que a a assembleia-geral convocada para dia 23 de junho pelo presidente demissionário da Mesa, Jaime Marta Soares - e, posteriormente, desconvocada pelo presidente do Sporting, Bruno de Carvalho - terá mesmo de realizar-se, "a bem do clube".

Este antigo dirigente, entende que a assembleia geral de dia 23, convocada por Marta Soares, e desconvocada por Bruno de Carvalho, terá mesmo de realizar-se, a bem do clube.

Também no Fórum TSF, Dionísio Castro, antigo atleta do Sporting que já anunciou uma candidatura à presidência do clube, manifestou "preocupação" com a situação dos 'leões'.

"Esta direção tem que sair o mais rapidamente possível", declarou Dionísio Castro, alegando que o atual Conselho Diretivo está criar um "prejuízo incalculável" ao clube. 
"Vai ser extremamente difícil conseguirmos levantar o Sporting nos próximos anos", lamentou.

Dionísio Castro considera que o Sporting "bateu no fundo" e que o clube terá dificuldades em reerguer-se nos próximos anos
Já Hélder Amaral, que foi membro da Comissão de Honra da candidatura de Bruno de Carvalho, defendeu no Fórum TSF que não é benéfico para o clube a realização de eleições imediatas e que deve ser a atual direção a resolver os problemas pelos quais o Sporting está a passar.

"A solução que nos parece mais evidente, que é [a realização de] eleições já, é aquela que já tentámos nos últimos 40 anos e que não funcionou", defendeu, acrescentando que só mais tarde, depois de o clube estar "em ordem", os sportinguistas deverão "parar para pensar" no clube que querem ter.

"A atual direção tem de resolver esta situação da melhor maneira possível e para o bem de todos - incluindo fazendo compromissos com os jogadores", afirmou Hélder Amaral, alegando ainda que não se pode aceitar que seja o "balneário a mandar no clube" nem a "bancada a gerir" o Sporting.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Sobe para três o número de rescisões com o Sporting. William junta-se a Podence e Patrício

DESPORTO
01 de Junho de 2018

São já três os jogadores dos "leões" a apresentarem a rescisão de contrato com o clube de Alvalade.

O médio William pode ser o terceiro jogador a ter rescindido contrato com o Sporting. 
A notícia está a ser avançada pela CMTV e surge minutos depois de ter sido noticiado que também o avançado Daniel Podence apresentou a carta de rescisão. 
Estas duas saídas juntam-se assim à decisão tomada pelo capitão, tal como William, Rui Patrício. 

A decisão dos jogadores "leoninos" é mais um episódio da crise "leonina" que começou a 15 de Maio, quando um grupo de adeptos ligados a uma claque do clube de Alvalade, a Juventude Leonina, agrediu jogadores e alguns elementos da equipa técnica. 
Na carta de rescisão, Patrício escreve que o clube pôs em causa a sua "integridade física", não lhe dando as "condições mínimas" para exercer a sua profissão, e que temeu pela própria vida.

"Fui alvo de violência psicológica e de violência física. 
Isto não pode deixar de constituir justa casa, para que eu, preservando a minha dignidade pessoal e profissional, me liberte do contrato que me liga ao Sporting", lê-se na carta.

Gestifute reage: “O presidente exigiu um aumento no preço de dois milhões. O negócio Patrício fracassou por exigência adicional inopinada”

SPORTING
Pedro Candeias
01.06.2018 às 18H54

A Gestifute reagiu em comunicado às acusações de chantagem de Bruno de Carvalho

“1. Na conferência de Imprensa realizada hoje, a propósito da rescisão do contrato com justa causa pelo jogador Rui Patrício, o Presidente da Sporting SAD acusou a Gestifute de fazer “chantagem” (“ou nos pagam mais de 7 milhões ou não há negócio”). 
Nada mais longe da verdade.

2. Foi a Sporting SAD, através do seu Administrador Executivo Dr. Guilherme Pinheiro e do seu advogado interno que, no passado dia 23 de Maio, pediu encarecidamente à Gestifute que tentasse conseguir uma proposta para a transferência do jogador Rui Patrício, de modo a evitar a rescisão iminente deste, e propôs que, simultaneamente com esse pedido de intervenção, se resolvesse o diferendo com a Gestifute relativo ao jogador Adrien Silva, sem prejuízo do pagamento da contrapartida devida à Gestifute, já anteriormente contratualizada, pela própria transferência do jogador Rui Patrício.

3. O referido diferendo relaciona-se com a intervenção da Gestifute na renovação do contrato do jogador Adrien Silva, a qual teve lugar também a pedido do Sporting, em 2012, numa situação em que o mesmo Sporting corria o risco de o jogador ficar livre (à semelhança, aliás, do que ocorreu na mesma altura quanto ao próprio Rui Patrício). 
Em contrapartida desses serviços, a Gestifute não cobrou de imediato qualquer importância, ficando a sua remuneração dependente de uma futura transferência, consistindo numa percentagem do preço respectivo, a qual não foi devidamente saldada aquando da transferência de Adrien Silva para o Leicester.

4. O pedido dirigido à Gestifute, bem como o acordo quanto aos valores a pagar pela Sporting SAD à Gestifute e ao próprio jogador Rui Patrício, eram do conhecimento e mereciam a concordância expressa do Presidente da Sporting SAD, conforme foi expressamente garantido à Gestifute pelos representantes da Sporting SAD; tais valores, aliás, constam expressamente das minutas contratuais, validadas por tais representantes.

5. Nada neste processo — rigorosamente nada — decorreu por iniciativa da Gestifute, a qual se limitou a aceder a uma quase súplica do Sporting, e unicamente pela consideração devida a esta instituição.

6. A Gestifute tudo fez para conseguir obter o acordo de um clube inglês para a transferência do jogador Rui Patrício pelos 18 milhões de euros pretendidos pela Sporting SAD, tendo inclusivamente o jogador, satisfeito com esta possibilidade, realizado exames médicos no dia de ontem, com autorização da Sporting SAD. 
Tudo isto, mais uma vez, com o conhecimento e concordância expressa do Presidente da Sporting SAD.

.7 De forma totalmente surpreendente, o negócio acabaria por fracassar ontem ao fim da tarde quando o Administrador Executivo da Sporting SAD, Dr. Guilherme Pinheiro, visivelmente constrangido e embaraçado, transmitiu à Gestifute que o Presidente da Sporting SAD afinal exigia um aumento no preço de 2 milhões de euros: “mais dois milhões ou não há negócio” — o que foi recusado de imediato pelo clube comprador. 
Em duas palavras: o negócio não fracassou por qualquer chantagem da Gestifute; o negócio fracassou por força de uma exigência adicional inopinada e de última hora ao arrepio das condições já perfeitamente definidas e acordadas.

8. Todos estes factos poderão ser naturalmente confirmados pelos referidos administrador executivo, Dr. Guilherme Pinheiro, e advogado interno, supondo que à sua obrigação de não faltarem à verdade não se sobreponha um outro qualquer dever deslocado de lealdade para quem definitivamente não a merece.”